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O pescador de sonhos, vai deitar a chave ao mar





Como um pescador
que espera o que não vem
descalço na areia fria
junto à agua do teu mar
sinto o teu cheiro o teu aroma
sentindo o mundo em cada olhar

O piar das gaivotas me despertam
no voo das ondas que vêm até mim
sento-me na rocha,
descanso o corpo e espero.

Pára o tempo, pára tudo…
o sol esconde-se atrás da nuvem
avança a penumbra dos medos…
e tu não vens?

Que me dizes?
Não ouves o vento os meus gritos e ais!
Apenas silêncios que matam
que magoam, nada mais

Não digas mais nada
a brisa acalmará a minha alma
e atenuará a espera,
podes demorar o que quiseres
eu espero… sempre te hei-de amar

Como um pescador de sonhos
ou de ilusões esperarei
e vou guardar numa caixa
bem fechada essas emoções
e no final deitar a chave ao mar

António Gallobar

4 comentários:

Emanuel Azevedo disse...

Deliciosamente belo este poema.
Bela fotografia.
Os meus parabéns!
Um forte abraço dos Açores.

António Gallobar disse...

Obrigado pelas palavras amigo Emanuel. Abraço

águia_livre disse...

Sublime
.

gaivotadourada22 disse...

Lindo Poema, o falar de um coração que reporta todo o sentimento que guarda e venera...e pede a cumplicidade do mar...para reter esse sonho até que em realidade surja como um sol no horizonte...
Parabéns Caro Poeta... Aplausos! Abraços!