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Partilhar os sentidos...



Partilham
tudo
até a vida,
cada ilusão, cada segundo

saboream apaixonados
o momento,
cai a tarde
nasce o dia

e se deitam enleados nesse amor
e embececidos
se deixam perder
os sentidos

António Gallobar

                                                                            

Até quando

Arrastas o corpo perdido na lama
há muito desistiu,  não quer lutar
Ignoras a voz que veemente chama
Teimas no erro, te deixando ficar

Rodeada por essa loucura abstracta
Esqueces o que queres e nutres
Nem vês afinal o que te apaga e mata
abandonas o corpo sagrado aos abutres

Até quando, pergunta alguém então
Se te quedas muda nesse pranto
o silêncio aplacou a fúria a razão
e ignoto o corpo sente, sem espanto.

Até quando?
Até quando… 
Até quando?



Apenas reflexos


Mal houve tempo, para me despedir de ti
apenas reflexos do teu fulgor ficarão
pouco a pouco se irão desvanecer
guardarei do que foste, suave lembrança.

Ficou em mim o calor efémero
das lembranças felizes que deixaste
fazem acreditar que é possível
alfim quem sabe, amanhã irás voltar

E nesse encanto louco, adormeço
resistindo às trevas que me prendem

Na incerteza dos dias...












Urgente reencontrar caminho

redefinir os sentidos

lá no fundo da alma esquecidos

onde se perdeu a essência do ser.




(Na incerteza dos dias… )


É urgente reaprender a sorrir

procurar na memória perdida

amnésia triste e solitária vida

de quem se esqueceu de viver.




(Na incerteza dos dias…)


Descompasso incerto, não saber...

sim, por vezes desconcertante...

Urge redefinir rumo, inspirar o instante

É urgente viver, acreditar no porvir




António Gallobar


BOAS FESTAS e um FELIZ NATAL

DESEJO-LHE A SI QUERIDO AMIGO OU AMIGA QUE ME VISITA, E A TODA A SUA FAMILIA, UM SANTO NATAL E QUE O ANO DE 2012 TRAGA SOBRETUDO SAÚDE E SUCESSO.



           São os votos
       António Gallobar

Videos de fotos de Paris

Olá meus queridos amigos(as),

Acabei de fazer um pequeno video com fotografias da cidade de Paris,  fiz duas versões, mas ainda não sei a que ficará no youtube...

aqui vou deixo as duas versões:

Versão   A
Musica de Charles Aznavour - She







Versão   B
Musica de Frank Pourcel





Espero que tenham gostado... deixo desde já um grande abraço para todos vocês.
Quebranto?






E pasmo
perdido na bruma,
na espuma
do tempo vivido
em marasmo
na quietude do tempo.

Partiste
perdeu-se o encanto
ficou a existência
arrastada e sofrida
do espanto.

Foi quebranto....
quebranto,
é viver contigo
sem ti, será sempre castigo!

Volta...
mas não me digas depois,
depois...
costumas dizer sempre depois!

Sabes
depois de ti,
não...
não haverá mais depois.

Escutarei eu vozes?
acho... ouvi p'ra meu espanto
alguém docemente disse
palavras de puro encanto...
"Foi quebranto,
foi quebranto,
é quebranto..."

Na penumbra dos dias, há um rio que corre...


Deixo a água que corre
passe lesta por meus dedos
e leve com ela, segredos
por quem minh' alma morre

E nessa penumbra  plangente
tacteio o caminho no escuro
a ver se encontro o futuro
na ânsia de ser o presente







Lançamento Poiesis XX



Acabadinha de chegar a capa do novo livro de Antologia Poética, na qual participo com muito prazer conjuntamente com mais 59 autores, que tal como eu, renovam o sonho de acreditar que é possivel tornar este mundo melhor sobretudo mais poético, com mais beleza, e assim continuarmos a acreditar no sonho, e não nos deixarmos vencer pelo desânimo.


Atreve-te

Ousa o impossível
almeja o que podes bater
afasta de vez os receios
acabarão por te tolher 

Levanta a cabeça, que morres
deixa o conforto, perscruta
atreve-te um pouco mais
cruza a ponte, vai à luta

E essa barca de espera
nada será o que era
tens nesse sonho adiado
a vida a deter-se em espera






Inquietude....

E hás-de voltar a chamar os sonhos
Que teu corpo tanto afanou
Perderam-se por aí escondidos
Numa gaveta (do tempo) perdidos
esquecidos  (de quem és),  do que ficou

Ah! Mundo (tonto) que te perdeste
alheio (a tudo) passas vegetando
não querer saber (de ti, de mim) da vida
Que embora inusitada (deveria)  ser querida
Me obrigas a viver (triste e só) sem ditirambo

E revejo nessa inquietude (solitários) sonhos
acho que consigo ver onde afinal te perdeste
sinto que foges (demais),  mal te  vejo,
afogarei (a tristeza) o desejo
sabendo que nunca, nunca entendeste

António Gallobar









Vamos conquistar o mundo




O beijo apaixonado


 
Ficaram a olhar-se sem nada dizerem, simplesmente olhos nos olhos. Era um momento único, ficar a sós com ela e logo, com aquela rapariga… a rapariga com que se ocupava em seus sonhos. Disse-lhe baixinho, como quem confessa algo que o perturba mesmo muito, que há muito o atormenta:

-Sabes? Penso, muito em ti!

Ela emudeceu, pareceu corar, talvez, aquelas palavras a tivessem deixado ficar um pouco envergonhada, esperava, porém achava que não as ouviria, pelo menos tão cedo, mas gostou do que escutou, balbuciou como que ensimesmada, apenas lhe disse algum tempo depois, depois de ponderar, se devia dar alento àquela súbita investida, respondeu-lhe com um sorriso nervoso

-Tem a sua graça… eu também...”.

Deixaram-se ficar calados por breves instantes, pareciam estar a querer entender-se. Raul pegou nas mãos delicadas de Eugénia, sentiu-as estremecerem ligeiramente, com suavidade inclinou a cabeça e beijou-as num impulso quiçá impensado. Ela olhou para ele e disse-lhe, bem mais decidida do que ele:
-Queres namorar comigo?

-Namorar… contigo! É o que mais desejo... Respondeu prontamente.

-Gostei do beijo, mas podias ter escolhido um sítio melhor...
-Onde?
-Assim!
Maria Eugénia, avançou, deu-lhe um beijo apaixonado, na boca.

Protegidos pelos arbustos do quintal de Joaquim, ficaram mais uns instantes abraçados. O coração de ambos bateu loucamente, ouviam-se a quilómetros de distância, tal a intensidade recíproca da paixão, própria de quem ama, não importa ter dezasseis, ou sessenta e um anos, é igual. Quando esse dia chega nada no mundo interessa, se há pai ou mãe que não queira, se pode ou se não se pode... O importante é estar próximo de quem se ama, só o estar próximo já é bom, aquele beijo!
Oh que fantástico beijo pensava o rapaz, tudo o que fez, valeu a pena. Nem sabia como encontrou coragem, para a beijar, era incrível namorar com aquela rapariga tão fantástica! Este era um daqueles momentos inesquecível para qualquer ser humano.
Ao longo da vida, recordamos estes momentos que marcaram indelevelmente para sempre. Com o tempo, por vezes esquecemos emoções como estas, tão lindas, confundimos o amor com outras coisas, habituamo-nos uns aos outros e deixamos o amor arrefecer. O amor precisa de uma porta aberta, para que por ela entre uma brisa, mesmo que ligeira para que o braseiro do amor não se extinga e permaneça vivo. Quando se olha para trás, e se vê dentro da nossa cabeça, imagens gravadas a ouro, simples e puras, como esta, que nos fazem despertar para lado bom da vida e fazem de nós seres humanos únicos, capazes de saber preservar e prolongar estes momentos, que por vezes não passam de simples troca de olhares, ou simplesmente um beijo apaixonado, que por ser o primeiro é naturalmente único, capaz de conseguir mudar toda uma vida.

Contigo vou ensaiar os passos
para conhecer o mundo
em passos insinuantes
enleados na volúpia
dos dias


Anda,
mostra o caminho
para não me sentir perdido,
nessa valsa.
eu sigo levitando
nesse sonho
bem acordado.


Ah... 
chamas-me poeta
pedra angular,
esteio
sonhador
mas que sou, senão
o homem que sonha
que apenas tenta aprender a viver
com todas as suas forças.


A tua mão me espera...
convite irrecusável.
para quem ama a vida
Vamos?
vamos...
O mundo nos espera.



Refazer a vida


Apanhar os cacos que ficaram
o que passou passou, já não importa
esquecer razões que magoaram
deixar de esperar em vão à tua porta.
.
Esquecer de vez, tantas certezas
que fazem andar de alma torta


António Gallobar

Uma reflexão... (em tempo de Férias)



Olá meus amigos (as) que por aqui passam durante esta minha ausência, logo que possa irei fazer-vos uma visitinha aos vossos blogues, para apreciar os vossos trabalhos..

Neste momento continuarei ausente daqui, até porque tenho muito trabalho pela frente, até pôr toda a escrita em dia, e por falar em trabalho, não me posso esquecer que estamos em Agosto, e por cá isso significa Férias pelo menos para a grande maioria é sinonimo de descanso, por isso, aproveitem o mais possível, já  que se antevêem tempos difíceis para todos e vai ser preciso muito esforço colectivo para que as coisas melhorem mesmo.

Fica o desabafo com um abraço para todos, e nada de desistirem dos objectivos traçados, para quem vai de férias, aproveitem para descansar, que será bem preciso, para o trabalho render e fiquem com esta máxima que ouvi há uns  dias e me deixou naturalmente a pensar; era mais ou menos assim:


"NÃO FIQUES À ESPERA QUE O MAR ARDA, 
PARA COMERES PEIXE GRELHADO... "                                                               


Vou segredar-vos uma pequena confidência...
a todos os meus amigos(as) que por aqui passam.

Hoje mesmo irei fazer a mala, irei ausentar-me daqui, por uns tempos,
talvez possa dizer-vos ainda, vou com o meu amor.

Vamos comemorar vinte e sete anos de amor fiel, puro e dedicado.



...O amor deve ser cuidado todos os dias. Este vive de coisas simples e muito pequenas, como por exemplo duma flor sobretudo quando não se está à espera, ou então de um jantar romântico melhor ainda se for à luz de velas, etc. todos precisamos de algo que nos faça sentir que estamos vivos, que quebre a rotina muitas vezes atribulada e difícil.  

Sigam todos este conselho do Gallobar levem as vossas companheiras ou a pessoa que amam, nem que seja apenas a tomar um café até à esplanada da cidade ou da vila, para que todos vejam que se amam, e sobretudo isso digam-lhe o quanto a amam. É fácil...

Vão ver o pôr-do-sol, dêem as mãos, muitas vezes nem é preciso gastar um tostão, para se ser feliz, e conseguir dar momentos de grande felicidade.



Fiquem bem eu volto já, vou cuidar do meu amor.

Beijinhos e abraços

António Gallobar