23.11.09

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Até onde...

Na ternura dos teus dias
me deixarei levar,
calo o grito mudo que ecoa
em minha alma apaixonada
que ainda acredita
que posso sonhar
que precisa sonhar
e cansado me deixo ir na corrente
que me levará ao fim do mundo
onde qual Fénix acordará
deste sono letárgico em que me encontro
parto hoje, sim talvez
levo apenas o teu sorriso na alma
que me faz viver


António Gallobar

22.11.09

Um Pequeno conto com um cheirinho a saudade, de como é bom ser criança...
Com votos de um bom Domingo para todos.


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Dois dias no campo

Estavamos em pleno verão, e tal como havia prometido, chegara finalmente o dia escolhido em que eu lhes iria mostrar a quinta, aos meus os sobrinhos mais pequenos, bom não eram bem sobrinhos seriam primos em segundo grau, filhos dos meus primos, mas a quem eu sempre tratei por meus sobrinhos e assim iriam continuar sendo.
Estavam naturalmente entusiasmados com a promessa que lhes fizera duas semanas antes, tudo isto depois de ter escutado uma conversa entre eles, na última vez que lhes fiz uma visita lá a casa e ouvi algo que me aguçou a curiosidade porque discutiam qual era a proveniência dos ovos, a mais nova afirmava a pés juntos que vinham do supermercado, embalados em caixas de meia dúzia de papelão tal como vinha o leite ou os iogurtes. Tive que intervir na conversa e expliquei-lhes a origem animal desses produtos, embora a Joaninha que era a mais nova, me parecesse que tivesse ficado pouco convencida com as minhas teorias. Depois disto nada mais havia a fazer de que tirar um belo fim-de-semana e levar a pequenada para tirar a limpo o que lhes acabava de expor e ver os animais na quinta onde cresci.

.Pobres crianças da cidade certamente uma grande maioria nunca viram um pintainho amarelo, a não ser em desenhos animados quanto mais uma simples galinha ao vivo e não imaginam o real tamanho de uma vaca leiteira, e por certo nunca tiveram sequer a mais pequena oportunidade de sentir a liberdade, os pés descalços na erva fresca do campo, sentir a mais simples emoção, poder correr livremente no prado onde ovelhas e cabras pastam ou então correram atrás de uma vara de porcos para dar alguma emoção á coisa, já que eles tranquilamente ignoram quem passa, procurando por entre a erva seca bolotas caídas ou então se deixam ficar indolentes esperando que o calor abrande aproveitando a sombra de um sobreiro.

Seis da manhã ainda escuro quando passei pela casa deles para os apanhar e já estavam sentados nas escadas de madeira que dão para o jardim esperando, nem dois minutos demoramos a pôr-nos a caminho, tínhamos pela frente ainda umas três horas de estrada.
À medida que nos aproximávamos do local de destino os pequenos iam ficando do cada vez mais impacientes a avaliar pelas perguntas sobre o que iriam encontrar. Já a manhã ia alta quando finalmente chegamos, o sol estava já bem quente pedia uma bebida fresca ou uma sombra e ninguém se fez rogado quando a tia Maria que estava á coca esperando que chegássemos nos ofereceu para fazer um refresco de limão com água fresca da mina que Manuel o caseiro se prontificou a ir buscar á cozinha, pois já estava prontinha á nossa espera para ser servida. Manuel vem com uma bilha de barro, que eu bem conhecia por manter a água sempre bem fresquinha e a tia Maria foi-nos servindo o refrescozinho e todos repetimos com grande sofreguidão e prazer à mistura, parece que começamos bem.

- Podemos ir ver os animais? Gritaram quase em uníssono
- claro que sim esperem um pouco, o Manuel lhes mostra já tudo. Tentando refrear os ânimos pedi calma mas a Tia Maria sabendo bem como são as crianças disse:

-Deixe-os ir menino, eles aqui não tem perigo como muito bem sabem, a mina está tapada, o bode está preso, deixe-os ir…
- Seja! anui, podem ir por ali mas com juízo! Adverti com ar sério.
Não se fizeram rogados e desataram numa enorme e saudável correria, antes que eu pudesse mudar de ideias, sorri para a tia Maria a quem vi os olhos brilharem de tanta alegria por nos ter ali na sua casa e também porque era sem duvida um prazer fantástico ver crianças a correr há quantos anos isso tinha acabado, lembrando tempos antigos, tempos em que aquela bela casa tinha vida, meus pais a tia Maria o tio Joaquim o caseiro, os filhos do caseiro, eu e os meus primos eram os irmãos que nunca tive, filhos do tio José irmão da minha mãe, que morreu quando eu era pequeno com a febre-amarela, apesar disso fomos sempre uma grande família, crescemos e sonhamos e foram esses sonhos que fizeram com que o portão se abrisse e um a um nos visse partir em busca de algo mais que ali não teríamos e nem um único ficou para desgosto dos pais que viram os filhos partir. As lembranças são boas e fazem parte da vida e esta bela casa significa todas as coisas boas e belas que sempre tivemos, em cada retrato em cada móvel, nas pessoas que ainda temos e que significam muito.
O passar dos anos e com a perda dos pais cada vez se tornaram mais escassas as visitas á sua quinta e era sempre muito bom estar de volta, e todos os pretextos eram bons para estar de volta. Ao fundo ouvia os gritos de alegria dos sobrinhos que se afastavam, sorri envolto por pensamentos vários, era bom estar de volta, daqui a nada iria ter com eles mas primeiro tinha que dar um abraço ao meu tio Joaquim, devia andar por perto e há algum tempo não o via, depois da perda de seu pai ele passou a ser a sua referencia e ouvia sempre com grande prazer o que este lhe dizia. Não foi preciso esperar muito, pois ele parecia um cão perdigueiro com faro e vinha já ao meu encontro com um sorriso rasgado no rosto entrando pelo quarto dentro onde eu sentado na cama olhava os campos da saudade como um belo quadro pendurado.

Depois de matar saudades dos familiares, pediu à tia mais um copo do seu delicioso refresco que lhe soube que nem canja. Tudo se encontrava no lugar de sempre o seu quarto já preparado para o receber assim como os quartos para as crianças, iriam ter dois dias diferentes nas suas vidas, sem internet, jogos e consolas, tudo seria diferente do que estão habituados, ouviriam o galo pela manhã, qual despertador chamando para mais um dia de encantamento por esta vida simples e pura.

Parou um pouco impondo a si mesmo silencio tentando escutar por onde andavam os meninos, não os ouvia dali, mas continuava tranquilo já que o Manuel se encarregou de os acompanhar, aliás como sempre fez consigo quando era pequeno e bem traquina por sinal.

O tio Joaquim aguardava para por alguns assuntos em dia, aproveitando as raras visitas que eu fazia a casa, não precisava de forma alguma de preocupar-me. Tudo se encontrava devidamente conservado, tal como no tempo dos meus pais, e é sempre com prazer redobrado que abro a porta do quarto do meu pai e vejo tudo tal e qual era antigamente, é uma emoção de difícil de descrever. Nem sei se por vezes não seria melhor voltar a página e tocar a vida para a frente e deixar o passado calmamente lá atrás.
Até o velhinho chapéu continua lá juntamente com os papéis que o meu pai deixou.
Despertei das minhas memórias algumas dolorosas já que as saudades chegam cada vez que os nossos olhos vêm as imensas fotos espalhadas por toda a casa onde se destaca a professora Lisete contratada para ensinar piano às crianças, mas curiosamente ninguém mostrou grande talento musical, preferindo antes andar a cavalo em vez de ficarmos tardes inteiras aprendendo musica, mesmo assim o dono da casa fez questão que ela por ali permanecesse acabando por ficar ano após ano na casa alternando as tarefas de professora musical com as tarefas bem mais exigentes de governanta… mas era fantástico quando ela nas horas de menores afazeres passava o tempo, a tocar piano na sala grande, tocando aquele magnifico piano que ninguém tocava e que num certo dia natal vieram entregar lá a casa, lembro bem esse dia, ter um piano em casa não era coisa pouca.

Ouvi passos apressados, as crianças corriam novamente chamando por mim, e assim me vi arrancado às memórias que me invadiam a cada momento
- Tio mostra-nos o teu quarto, o Sr. Manuel diz que está igualzinho desde o tempo em que vivias cá.

- Depois do almoço, então joaninha já viste as galinhas?
- Sim tio, e vi também uma com uma coroa vermelha…
- Com uma coroa vermelha! Retorqui - Com uma crista vermelha isso sim queres tu dizer, deve ser um galo, com certeza.
- Pois era tio, eu já me esquecia… respondeu com vos meiga a sobrinha.
- Viste o Vasco?
- O Vasco! Quem é o Vasco, tio?
- Não me digas que o Manuel não te apresentou o Vasco, isso é uma falha grave. O Vasco é o meu cavalinho de estimação, logo ides ver o que é andar pela quinta a cavalo nele, é um animal muito calmo e muito fixe, logo vereis, deixa-me ver, deve haver por aí uma foto dele, olhem venham cá meninos, temos por aqui umas quantas fotos antigas e do Vasco também deve estar por aí algures talvez no meu quarto, vamos lá ver.

Olhem meninos ali esta ele todo reguila e bem contente ora digam lá se não…
- Fixe, fixe, fixe…
Gritaram em coro também queremos andar, podemos ir já tio
- Não agora não, temos outras coisas interessantes para ver venham daí, vamos lá abaixo à cozinha ver se encontramos lá uma chouriça para assarmos em aguardente e álcool receita cá do vosso tio num assador de barro que eu sei que tenho por lá escondido num armário nada melhor para abrir o apetite. Precisamos apenas de arranjar umas coisas, vamos ver o que por aqui se arranja.

O prazer de cirandar por aquele mágico local era bem patente em todo o grupo que tão qual um trupe circense ruidosamente marcavam a sua presença, bem apreciada pelos rostos quase esfuziantes dos mais velhos que rapidamente providenciaram todos os ingredientes necessários sem esquecer uma bela broa de milho feita de fresco cozida no forno a lenha lá de casa.
Através duma passagem semi-secreta por onde antigamente os criados se deslocavam sem subir pela escadaria principal da casa, uma escada em caracol estreita em pedra sem resguardos já com visível desgaste causado pelo uso e pelo tempo, e por onde antigamente eu me escapava para poder dar umas fugidinhas até aos animais sem que o pai ou a mãe me vissem, confidenciava o tio aos seus sobrinhos estes pequenos segredos de infância, continuando na sua dissertação que era tudo feito com a conivência e cumplicidade da boa Lisete que sempre o houveram protegido contra os rigores paternais.

Chegaram finalmente à cozinha de baixo onde ainda existe a mesa onde antigamente comiam os trabalhadores á jorna, eu sempre adorei comer ali sentado no banco corrido bem cumprido e beber água fresquinha dos potes de barro, e comer broa acabadinha de fazer que sempre havia ali guardada numa caixa a que chamávamos masseira, lá se guardava farinhas e fermentos e pão que sobrava.

- Tio quem era esta senhora que esta nesta foto?

- Era a minha avó quando era ainda nova…



- Era bonita!
- Sim muito bonita, pena não se ver bem o rosto.

- Venham cá ver isto… Venham cá ver isto… Pipas enormes e garrafas velhas, tantas… oh tio anda cá rapido!
- Espera um pouco nós já vamos ver isso tudo, agora não posso ir temos que preparar aqui um petisco para comermos depois vemos isso tudo.
- Venham venham que espectaculo, não podem perder isto…
Não houve alternativa tivemos mesmo que ir ter com o Miguel que euforico não parava de falar não nos deixando sucegados .



- Oh tio ele quer que a gente vá ter com ele porque tem fubia de teias de aranha.
Todos riram, por ali era o que mais havia e como não queria dar parte de fraco, ai fazendo barulho para na tentativa de que o aconpanhassemos já que não queria perder nada e gostava muito das máquinas e utensilios do campo e não queria de forma alguma perder as explicações que por certo lhe daria.
- Uma coisa de cada vez, primeiro vamos comer esta bela chouriça assada e depois vamos ver o alambique, e os espremedores de graínha os lagares e tudo o resto
- Oh Miguel deixa isso agora, anda mas é comer este petisco.
- Não sei se gosto? Gostas gostas…
Comido o aperitivo, não houve alternativa do que ir ver o que Miguel tinha descoberto na sala ao lado…

Uma porta velha de madeira dava para uma enorme sala arejada onde se podiam encontrar todo o tipo de máquinaria, umas mais antigas que outras desde a velhinha máquina de debulhar, ceifar e arados de lavrar, sementes varias , palhas a secar para dar alimento aos animais no inverno, um sem fim de utilidades que fazem o dia a dia do campo.. Uma quantidade enorme de perguntas sobre isto sobre aquilo, para que serve havia algumas que nem eu proprio soube responder, valeu-me o Manuel que se manteve por perto enquanto eu tratei de afastar pois o tio Joaquim me esperava na entrada da porta, ficando de longe observando enquanto trocava imperções com ele, de vez em quando ia mandando de longe uma ou outra recomendaçãopara que não se magoassem, já que isso seria o mais facil para quem não está ambientado com este tipo de ferramentas ou máquinas pode magoar-se e lá se ia o prazer do dia passado no campo.

Curiosidades satizfeitas ou mais ou menos, a manhã estava quase passada e um cheirinho a carne assada no forno de lenha, invadiu o espaço pondo toda a gente com o nariz no ar. Breve a Tia Maria iria fazer jus aos seus dotes culinarios com um petisco que ela ao longo dos anos foi naturalmente aperfeiçoando e que fazia normalmente as delicias dos seus escassos visitantes que ia desde galo assado, peru ou então um cabrito sem engeitar uma vitelinha, claro que desde que o numero de visitas assim o justificassem, ou houvesse então alguma cunha metida na cozinha, para matar um desejo.

Hoje não houve pedidos especiais e não sei porquê mas acho que vou para a primeira hipótese, o aroma que vinha era sem divida o melhor convite. Daqui a nada saberemos qual a ementa que nos esperava, logo que fossem convocados para participar no repasto.

Parece mesmo que alguém me leu os pensamentos pois passados poucos segundo ouvimos nitidamente a voz dela chamando todos para a mesa.
Lavar as mãos primeiro avisei eu… Há ali uma casa de banho, com cuidado para ninguém tropeçar nessas pedras mais salientes.
Sem mais demoras todos se sentaram impacientes aguardando a chegada da assadeira que não tardou a chegar.
A tarde prometia, tinhamos muito que fazer, na tentativa de resguardar os sobrinhos um pouco ao calor que se sentia, levei-os para o meu antigo quarto e passamos um bom pedaço de tempo vendo fotografia da familia, mas não foi tarefa facil já que todos queriam ir conhecer o Vasco.

… A aventura continua…
Texto retirado de trabalho em fase de criação sendo pura ficção, todas as fotografias são de minha autoria, feitas em Setembro de 2009 e trabalhadas de forma a parecerem antigas.

17.11.09

Pontes em vez de muros


Construam pontes em vez de muros
abram novos caminhos rumo ao futuro
levanta-se a estrela polar no firmamento
cai redondo ao chão o muro de maduro

Grilhetas e amarras utópicas
conceitos, padrões, tudo normalizado
fazem com que a vida prossiga
de forma e do jeito controlado

A represa romperá rápida e de repente
pela frente tudo levará, qual enxurrada
lavará a vida, ficando com alma renovada

Nada impedirá de seres feliz finalmente
recolhe com cuidado a pedra do caminho
enfrentando os perigos, segue o teu destino

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Olá meus queridos amigos (as), esta semana não foi nada fácil seleccionar um novo blog para blog da semana, tal como tinha prometido há tanto por onde escolher com tanta qualidade que se tornou difícil mas o blog CUIDANDO DO NOSSO GRANDE CANTEIRO é uma aposta ganha também pelo menos eu acredito, que vale a pena cuidar do nosso planeta para bem de todos. fica o convite feito, não percam. Parabéns à nossa amiga Chica, pelos seus blogs fantásticos.


António Gallobar

8.11.09

É URGENTE AGIR!
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ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS...
É PRECISO FAZER MAIS,DO QUE TEMOS FEITO ATÉ AQUI
É URGENTE ACABAR COM ESTA GANANCIA
QUE ESTÁ A ENVENENAR O MUNDO,
COM ESTA INDIFERENÇA QUE MATA,
DE APENAS OLHARMOS PARA O NOSSO QUINTAL
ESQUECENDO O VIZINHO
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O DESEMPREGO É UMA REALIDADE CADA VEZ MAIS PRESENTE
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É URGENTE AGIR JÁ!
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O desencanto...
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Apagam-se as luzes, cai a cortina,
Sai de cena…
Tempo de sobra, acabou a rotina
Encara o desprezo, de quem diz ter pena

De repente sente o ar gélido que trespassa
sem apego, olha vida a correr à sua frente
inconsolável só vê desencanto na sua desgraça
De quem de se vê no desemprego, mas foi gente

O desencanto de quem passa a viver só e sem ninguém
Ter que enfrentar os rostos de quem passa
e muitas vezes vê apenas indiferença e desdém

A família precisa comer, não pode baixar os braços
Responde ao primeiro anúncio
Acabou a vaidade não é tempo de embaraços





Dedico este trabalho a quem ficou de repente nesta situação aflitiva e não sabe o que fazer, é preciso arregaçar as mangas e não perder a esperança.
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Aceitam-se boas ideias para começar...
Mãos à obra...

António Gallobar
Com um abraço para todos
Não deixem de ler o que dizem os amigos acerca deste assunto, que de uma forma em geral todos revelaram grande sensibilidade perante este assunto de grande relevo social, obrigado a todos pelos vossos comentários, eles fazem com que valha a pena existir este espaço de liberdade.
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7.11.09


Hoje vou aqui dar início a um projecto que tenha andado a imaginar, que consiste em dar relevo dentro das minhas possibilidades a trabalhos ou blogues sob a designação de BLOG DA SEMANA, realmente criativos, que de uma forma ou de outra me tenham marcado de alguma forma e por isso recomendo, como sendo de leitura obrigatória, semanalmente irei tentar trazer coisas novas e que façam a diferença
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. Como primeira escolha vou deixar aqui uma sugestão visitem:


A vida num minuto...



É um blog que eu recomendo pela sua simplicidade mas sobretudo por ser uma grande lição de vida e um enorme sentido de humor, não deixem de o visitar, é muito importante a mensagem que acaba por ser transmitida hoje é ela amanhã podemos ser nós

Depois de conhecer este blog, nada será igual... e vislumbro um acordar de emoções e sinto que temos todos um longo caminho a percorrer

28.10.09



A terra dos sonhos .

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A terra dos sonhos



Renovo hoje aqui o compromisso com a vida
Encontrei por fim a terra dos meus sonhos
Que almejei enquanto percorria o calvário
agruras passadas, lembram pesadelos medonhos


Daqui em diante tudo vai ser diferente
sentir que a vida aqui, irá recomeçar
a esperança enche a alma, coração sente,
novos caminhos sei que irei trilhar


Lá trás ficou a tempestade e a guerra,
começar do zero, trégua que nos faz sonhar
Recomeçar cheio de esperança nesta terra


Pouco mais restou que brilho no olhar,
nunca desistir, encontraremos a terra dos sonhos...
basta ter esperança mas sobretudo, acreditar!




Todos temos a "nossa" terra prometida à nossa espera, importante é não desesperar pois mais tarde ou mais todos a encontremos.
Não percam o meu ultimo texto sobre a Queda do muro de Berlim .
Um abraço para todos, fiquem com esta canção do Roberto Carlos que é quase uma massagem na alma, copiem o endereço pois há lá muita musica, para ouvir





António Gallobar

19.10.09

Para quem aprecia poesia, não deixem de dar uma vista de olhos existem mil sonetos á sua espera, basta clicar na imagem, e muitos parabens à amiga Efigênia Coutinho, pela sua brilhante ideia.

Boa leitura!

12.10.09

O Futuro pela frente
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A vida está pela frente
sob o olhar atento da mamã
desafiando o futuro
estrelas brilhando no escuro
Sonhos de sol da manhã

Espreita assim o destino
belo e cheio de esperança
como é bom ser menino
como é bom se ser criança
e não ver pedras no caminho.


António Gallobar

11.10.09

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Ao menos hoje

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É o dia mais belo da minha vida
Que feliz hoje acordei
Estou simplesmente
contente
Qual a causa desta alegria?
Eu não sei!
Que seria;
Que seria…


Não sei o que possa sentir
Não as tentes retirar…
sonhei que eram minhas!
ao menos hoje, tem que ser
Deixa-me tuas mãos apertar
primeiro quero adormecer
E tira-as só quando eu dormir!...





António Gallobar

3.10.09







Qual borboleta…

Dou comigo sentado numa pedra, perdido neste mundo
Olhando há minha volta alheio, indiferente a tudo
Vejo a vida que passou por este corpo, qual borboleta
Num voo irregular ziguezagueante e mudo

Levantei um braço, como que a dizer, vai-te embora!
Vida que me deixaste, qual sombra de mim a vegetar
O vento frio agreste me acorda e me desperta
Do torpor em que caí, neste eterno rastejar


Gritei bem alto, mas escuto apenas o meu eco
Pude então sentir como é a solidão de muita gente
Quando vê a vida lhe fugir ou a razão nos mente

Respiro fundo, tentando ver um pouco mais claro
Ver se encontro a borboleta que me foge desde então
mas, mal posso crer, acabou de pousar em minha mão.

António Gallobar

É muito bom estar de volta a esta casa, cheio de saudades de todos os amigos que com o tempo fui granjeando, neste mundo virtual mas bem real, que nos preenche a alma e alimenta o ego.

Beijos e abraços

17.9.09

Estarei ausente de Férias
durante duas semaninhas, para descansar
e recarregar as baterias.
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Se pretender ver o video em baixo, primeiro desligue a musica da M80

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.Beijos e abraços e fiquem todos bem...

10.9.09

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Repartir a lua contigo
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Quero sentir-me nesta terra
ouvir-me deste lado
amar-te neste canto
não acordar deste sonho
e viver esta vida
contigo meu amor


Sonhar de novo
ser outra vez namorado
beijar-te neste encanto
sentir-te como suponho
repartir contigo a lua
e viver este belo
sonho de amor


António Gallobar

9.9.09



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Existe sol... sobrevoando a tempestade.






Sentindo falta de ti e do que foste meu amor
Será que deixo o meu corpo finalmente adormecer
Caindo voraz num efémero e ilusório torpor
Que acorda a todo instante ou me faz enlouquecer

No meio do medo dessa tempestade sem te ver
mora o receio que a tua porta cerrada não se abra
fico vigilante, segurando a luz até o dia amanhecer
o teu caminho e o teu sorriso não tropece em nada

E velando assim a tua noite, sei que o sol finalmente irá surgir
sinto que há muito fugiste, mas manter-me-ei acordado
Nada dizes, não precisas, pago com lágrimas o preço combinado


Contarei as onda do mar que chegam á minha praia
Cada sorriso conta, cada gesto de agrado teu me fará viver
Aguardo o momento em que voltarás para mim, acontecer
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António Gallobar

2.9.09

Do meu posto

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Do meu posto


Sem perceber os porquês
Sentado neste banco de jardim
Mesmo sem dares por mim
Reparo que já nem me vês

Vives intensamente
Apressado sem pensar
Quando acabares por parar
Não me verás certamente

Daqui vejo a vida correr
Deslizando devagar
Cansado de tanto esperar
Acabarei por morrer



António Gallobar

25.8.09

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Espírito livre











Sou um espírito livre que voa sem freio
que atravessa horizontes, terra ou mar
sou o vento que cruza o vale ou a montanha
brisa suave que te embala e faz sonhar

aquele que te agita e diz o não queres ouvir,
e que atormenta quando teimas em tornar
a fazer o que não deves certamente
quando a razão que sabes, prometes ignorar

Aí volto a ser o pássaro livre, que sempre fui
Que diz tudo o que pensa ao vento que passa
E num salto se lança destemido abrindo as asas
Recusa olhar para trás para não te ver na desgraça

E hei-de voltar a ser novamente a voz que ecoa
e te ajudará uma vez mais nesta tua vida irrequieta
ave que voa sem medo sobre os teus segredos
E sem reflectir os vê, com olhos e sonhos de poeta.
..
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António Gallobar

24.8.09

Como te atreves então?

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Como te atreves, raio de luz…
se pensas ser capaz de me iludir
com fantasias e achas que isso me seduz

Como irás iluminar o meu caminho
se não me aqueces, em meu leito
morrerei infeliz e certamente sozinho

Será heresia ou engano eterno
de quem não sabe o que quer da vida
e faz da vida dos outros um inferno

Se não és água fresca no deserto
não serás o encanto dos meus olhos
a ternura que almejo ter por perto

Nada mais interessa, chega de desilusão
A vida muda hoje, a tua indiferença me mata
vai embora mesmo, farto estou de ouvir não…

Sinto próximo o inverno ou a morte
os meus dias jamais serão amargos no futuro
longe de ti não há má escolha, nem má sorte…


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António Gallobar

13.8.09

Cumpre-se o destino
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A terra ingrata não deu o pão que precisas,
pega nas redes e vai o mar é teu, avança
homem valente, o mar bravio espera
afoito a ele se faz, com esperança.
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O medo fica em casa ou na areia da praia
Onde vultos negros gritaram “hoje não vás!”
E depois aí velam ausências e lutos
que a maré cheia da memória, todos os dias traz
.
...
Preces das mulheres com os filhos presos na saia
olhando o mar, perdidas na areia contando as ondas aflitas
vendo que o seu homem teima em não chegar
..
...
O pânico de não voltar, enche o peito de revolta
Reconhecendo o risco, mas há bocas e filhos pra criar
Entre medos cumpre-se o destino deste povo em navegar…


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António Gallobar

4.8.09

Coração adolescente
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...
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Se não te encaro de frente,
É por pura cobardia
Um dia, talvez um dia
O medo de ouvir o que não quero
E que jamais mereço ouvir
Se é que algum dia te direi
Não sei, não sei…
Não vejo outra razão
Para tanta hesitação
Não sei como, nem porquê
É assim, é mesmo assim
Como facilmente se vê
Coração que tanto palpita
Louco, mais que louco
E é por isso que hesita
Não consigo, não consigo…
Olhar de frente para ti
Vendo-te tão bela
Tão linda, tão distante
Será que falta a coragem,
Talvez, sim talvez

Vejo-te e beijo-te em sonhos
Digo-te quem sou
Em gestos e palavras
Mil e uma vezes ensaiadas
Para que a coragem
não volte a falhar
Vou esperando impaciente
um dia, um mês, um ano
uma eternidade
mas esse dia há-de chegar
o esperado momento
Um dia… talvez um dia
Pegue na tua mão
E te leve nos meus braços
Num tango arrebatador capaz de tudo
Ou então suavemente
Numa valsa sem fim
Rodando pelo salão
Olhando-te nos olhos
Vendo que afinal tens olhos para mim
Vendo os outros salivando
Mas nada terão
E eu garboso e altivo
Finalmente feliz
Sentindo que és minha
A minha rainha,
Nesse baile de emoções
Onde bailam dois corações
Onde mesmo sem falar
acertam o passo
e sonham assim ficar
Sentirás o que diz o coração
Vais sentir o que por ti sinto
E o que realmente sinto,
Ele não mente e eu não minto…
Nada mais conta, nada nem ninguém
Impedirão este amor arrasador
Entretanto espero o momento
Resisto, resisto e resisto…
Sou o rio que corre
Que sabe que encontrará o mar
Por mais que se queira atrasar
Barragens, montes ou vales
Ninguém o irá deter
Será um puro engano
E me engano a mim mesmo sem querer
Ou vou continuar a sonhar?
Tu serás minha, apenas minha
Mera questão de tempo
Nada mais…

Repentinamente tudo parou
Sei que estás aí, sinto mesmo sem te ver
Tremo, tento enganar o coração
Desculpas mais desculpas irei dar
Digo que não é o momento
Mas eu conheço o cheiro os passos
Sinto a tua presença no ar
Faço que não te vi
Escondo o rosto que subitamente corou
Vós embargada será simplesmente emoção,
Diz – lhe o que sentes por ela coração
Estás tão perto e tão longe,
Voltam as dúvidas
Afinal nada sei
Pobre coração que tanto palpita,
Qual adolescente que hesita
Quando vi quem eras, num repente
De repente de repente
A morrer de amor por ti

Finjo, disfarço
Faço que não te vi
Respiro fundo
Vou em frente
E digo para mim baixinho
É hoje, é hoje…
O coração não me mente
É hoje que finalmente te digo
Que nada sem ti, faz sentido
E se há algo em que penso
Algo mais que sinto e espero
É dizer-te quanto amo
Quanto quero
E se depois disso ainda
Não for suficiente
Abre o peito de repente
Mostra o coração
Ele não mente, ele não mente
cala então a boca
Deixa-o falar por ti
Finalmente

21.7.09

O que restará de mim
senão o sonho…
. ´
.
.
.

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Envolto na brisa suave
junto á margem deste rio
a coberto pelo manto
que me impede de ver
um pouco mais além
continuarei firme
fiel, á vida
mansa ou impetuosa
prisão que me amarras
neste cais
espartilho que magoa
que dói
e vai continuar doendo,
o tempo arrasta-se,
o voo da ave risca o céu
o céu que a minha boca sentiu
amargo ficou de repente
catarse da alma que pereceu
marca os limites
até onde posso ir
gosto a saudade
corda que se partiu
amor que nunca tive
nunca amei

Pudera eu ser livre
e teu escravo seria
pudesse eu ver a luz
e cego ficaria
limite dos meus sonhos
dos meus beijos e loucuras
choros e gritos do meu eu
do que pensamos ser e não somos
do que fui, sou e serei

18.7.09

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Por mais sinuoso e duro que seja o nosso caminho, vale sempre a pena o esforço.
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Quem desistir não verá o mar fantástico que os espera.
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Um bom fim de semana para todos
Beijos e abraços

15.7.09




Acabadinho de chegar, o meu primeiro selo PRÉMIO GALLOBAR, que se destina em primeiro lugar a todos os meus seguidores e amigos, para todos sem excepção pois tenho por todos; meninos ou meninas um grande carinho.
Podem repassar aos blogues amigos que achem realmente criativos, inteligentes e que marquem a diferença.
Junto com o selo vai um abraço meu para todos, (bastando clicar sobre o selo), esperando que gostem. Falta apenas agradecer ao Arquitecto Pedro Barbosa o trabalho realizado uma vez que foi ele que concebeu e realizou este selo que agora é vosso e do mundo naturalmente e que vos ofereço com muito gosto.




Beijos e Abraços

13.7.09



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O sorriso Divino...

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Há uns dias fui convidado para participar como voluntario numa instituição que tem a seu cargo crianças abandonadas pela sorte(muitas ao que sei). Soube ainda que o mais velho vai fazer brevemente 18 anos e terá que partir. Fiquei a pensar nisso e deve ser terrível ter que partir, para onde se a família dele é aquela se não conhece outra. Mas voltando ao convite que muito me honrou, ainda pouco sei, há desde bebés mas na sua maioria são ainda pequenos andando na escola. Escosado será dizer que aceitei de imediato e muito em breve vou passar uma tarde por semana e fazer o que for preciso por aqueles meninos e meninas, claro que estou em pulgas para começar.

Breve lhes darei novas desta grande aventura, para já acho que foi um sorriso Divino que se abriu sobre a minha cabeça.

É um sentimento fantástico sentir que se pode ser útil, apesar da nossa modesta contribuição, e por isso naturalmente estou feliz com essa perspectiva.

Um abraço para todos.

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António Gallobar

8.7.09

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Cúmplices na vida, loucos e insanos...
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No altar da vida, houve quem prometesse zelar pelo amor
Com o passar dos dias se desfez o sonho, perdendo encanto
E no pesadelo dos ciúmes a vida foi perdendo cor
A noite e as paredes, encobre sofrimento, oh quanto!

Em silêncio, sofrem almas aflitas, vendo degradar-se
Sem futuro, cada dia pior que outro há-de vir
Não há sonho, vendo a esperança, esfumar-se
Resta pegar no que resta enquanto é tempo e partir

Dizes adeus ao amor que correu mal
Sorrateira numa noite sem luar
Levanta-te das trevas, ergue a cabeça sem chorar

E se uma lágrima rolar, mesmo sem o quereres
Deixa, afinal é triste ter que sair cobardemente
Novo amor te esperará, melhor que este certamente.

António Gallobar

30.6.09

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O meu lugar

Dá-me a tua mão e vem
sentir o sal do meu mar na tua boca,
serei o ombro o teu abrigo
eclipse solar
um terramoto
serei o que procuras
para os teus dias do avesso
contigo recuperarei as forças da batalha
embalado pela doce paixão
louco e cego adormeço

Nada mais para além de ti, verei
Perder-me-ei para sempre de amor
pelo teu doce perfume
por esse olhar
vou entrar nesse teu mundo
que me trespassa
e me mata de desejo
que me toca no fundo do meu ser
e me obriga eternamente a te amar…
depois de ver a luz
ainda existe duvidas
hesitando entre o ir ou o ficar
Entre o céu ou o inferno
é tudo o que preciso
encontrei o meu lugar

Partir sem ti, nunca
se és a chama que ilumina
a minha vida
a estrada que me leva mais longe
se sem ti nada sou
não valho nada...
se és tu a loucura

que me deixa atordoado
sem norte
és o meu passaporte
A porta que se abre sorridente
A janela que rasga e me abre os horizontes
O ar que respiro
Fresco e calmo
Onde me acalmo
e tudo faz novamente sentido

E olho com ternura o teu rosto calmo
Tão puro que me atrai e me fascina
Vejo um sorriso de criança
No teu olhar de menina

Sei que és tudo o que preciso
Jamais deixarei de te amar
Na calma do teu sorriso
encontrei o meu lugar

o mundo parou quando te vi
no dia em que cruzaste o meu caminho
e cego de amor, desatino e desalinho

juntos sorriremos vendo o sol se pôr
saboreando o momento, sentindo que soube escolher
A pessoa por quem dou a vida e se preciso for, morrer.









António Gallobar
Dedico este pequeno poema à minha querida esposa que me atura… sem esquecer os amigos que incondicionalmente me apoiam.

22.6.09







Aqui vos deixo um cheirinho a férias...




beijos e abraços

21.6.09



Olá meus queridos amigos
espero que estejam todos bem e já agora que tenham um bom domingo para todos, nesde dia de calor imenso o primeiro deste verão que acabou de chegar que promete ser bem quentinho, estou de volta já completamente recuperado depois de uns dias no paraíso.

11.6.09







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O meu piar aflito

Como um passarinho abandonado no seu ninho
Tremo de medo, olho incrédulo o mundo, sem te ver
Partiste sem mim, como foi isso possível
Não vês que tenho ainda muito que aprender

Volta o teu trabalho não está concluído, és preciso
Chamo e não me respondes, como foste capaz
subo mais um passo nesta escada, como vai ser
não me enganarei, tremo pois sei que não virás

Pai! Oh meu pai… volta ao teu lugar
Não estou pronto (ainda), volta não vês
será que algum dia, abrirei as asas para voar

Que infeliz me sinto, que me restará então
Serei que sou capaz? Será que voarei?
Um dia destes talvez, mas hoje não…


António Gallobar



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Muito obrigado a todos pelo vosso interesse, em termos de saúde está a ficar tudo bem. Eu não quiz acreditar quando os médicos me disseram que tinha que ter paciencia pelo menos três semanas isto iria durar até ficar bem, eles tinham razão. Durante a próxima semana de 13 a 20 vou estar fora de férias para me recompor.


Beijos e abraços a todos e muito obrigado pelo vosso carinho comigo.



2.6.09

DOBERMAN PROTEGE BEBE

Mesmo a 50% não queria deixar de partilhar este video com todos os meus amigos(as), em especial para lembrarem aqueles que por um motivo ou outro, pensam abandonar ou já abandonaram um animal de estimação.

Obrigado a todos pela vossa preocupação comigo, breve já estarei um pouco melhor para poder regressar ao vosso convivio. vejam este video.


Fiquem bem, e até breve.







28.5.09

Aos meus queridos amigos e amigas deste espaço,
encontro-me num autentico vale de lágrimas, devido a uma irritante Conjuntivite Virica, que é antes de mais um grande aborrecimento pelo incomodo, quase nem consigo olhar para a luz do computador, caracterizando-se esta doença de olhos pelo intolerância à luz e inflamação dos mesmos. Como é transmissível pelo contacto sobretudo das mãos, almofadas e toalhas e com o tratamento quase nulo apenas paleativos para a inflamação e pouco mais... por isso todos os cuidados são poucos para controlar esta epidemia, ainda por cima em altura de feiras do Livro, a todos as minhas desculpas. Por este motivo, vou estar ausente esperando que isto melhore entretanto.

Beijos e abraços para todos e fiquem bem.

23.5.09




Campanha Pirilampo Mágico 2009




Só durante o mês de Maio




Custo são apenas de dois euros e faz toda a diferença, não deixe de dar o seu contributo e isto é o que pode chamar-se uma excelente ideia, e para muitas crianças faz com certeza toda a diferença.

ou então ligue

760 10 20 40


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(€0,60+IVA) e contribua com € 0,50 para a campanha do Pirilampo Mágico.

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(A seguir deixo algumas palavras retiradas do site da RTP/Antena 1 promotores desta iniciativa)


Dá Cor aos Sonhos desde 1987!


Mais uma vez, o Pirilampo Mágico irá andar por todos os cantos do país, entrando na casa de todos os portugueses com a mensagem de solidariedade que o acompanha desde que esta iniciativa foi lançada, desde 1987. Hoje, como nessa primeira vez, esta iniciativa que mobiliza anualmente milhares de portugueses continua a fazer todo o sentido, não só porque é preciso continuar a informar a opinião pública sobre a realidade da pessoa com deficiência intelectual, mas também porque os meios e recursos de que as organizações dispõem continuam a ser escassos, face à dimensão de necessidades com que são confrontadas.

Para lema da Campanha de 2009 foi escolhida a frase "Pirilampo Mágico: dá cor aos sonhos desde 1987", pretendendo juntar numa só ideia a longevidade da iniciativa e a sua razão de ser, que passa pela concretização de “sonhos”. Continuando a ter como referência primeira a pessoa com deficiência intelectual, continuaráa ser dado enfoque à importância do papel das organizações envolvidas, nomeadamente à Fenacerci, enquanto entidade promotora em parceria com a RTP/Antena 1, quer às dezenas de organizações beneficiárias que, no terreno, garantem os apoios especializados que a pessoa com deficiência intelectual necessita.

Pretendendo ainda capitalizar a importância de áreas que apelem ao espírito criativo e inovador, nomeadamente nos domínios das artes, pela importância que podem assumir na promoção de mecanismos mais eficazes de inclusão e de respeito pela diferença, irão realizar-se neste dia, 4 performances que para além de artistas com deficiência intelectual, contarão com a colaboração do Actor Vítor de Sousa, do Músico Vasco Ferreira e do Bailarino KKiko.

De 9 a 31 de Maio estão programadas diversas actividades de carácter desportivo, artístico ou simplesmente lúdico, que decorrerão um pouco por todo o país com o objectivo de levar a mensagem de solidariedade do Pirilampo o mais longe possível.

Conheça melhor todo o programa na página da FENACERCI.

A RTP associa-se a esta campanha, divulgando-a através dos seus programas e promovendo também uma campanha de Donativos através de um número de telefone de valor acrescentado.

Contribua com o seu donativo!


Ligue 760 10 20 40 (€0,60+IVA) e contribua com € 0,50 para a campanha do Pirilampo Mágico.

A diferença entre os € 0,60 do preço da chamada (sem IVA) e os € 0,50 do Donativo corresponde a custos de operação e estrutura do Operador de Telecomunicações que, retirando os € 0,10, prescinde das suas receitas à semelhança da RTP.

A Antena 1 acompanhou a Cerimónia de Abertura da Campanha de 2009 do Pirilampo Mágico. Saiba mais aqui »

22.5.09




Aeroporto Francisco Sá Carneiro na cidade do Porto
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Fotografia é também uma das minhas paixões, para além da Literatura. Hoje resolvi partilhar com todos os meus amigos, esta minha foto recentemente distinguida pela revista de fotografia DPArte fotografica, publicada sob o titulo "reflexos de Arquitectura", e foi realizada no Aeroporto Francisco Sá Carneiro aqui na minha cidade do Porto, em Novembro de 2008.


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A titulo de curiosidade esta bela obra de Arquitectura foi também premiada com uma magnifica distinção, com o Prémio de arquitectura metálica distinguido pela European Convention for Constructional Steelwork (ECCS), na categoria de melhor obra portuguesa em aço.
De acordo com este organismo, o júri do prémio atribui o galardão ao Aeroporto Sá Carneiro por considerar que "através do emprego de grandes estruturas trianguladas, que vencem 80 metros em vão, este terminal aeroportuário combina a transparência com ligeireza de estrutura, apropriadas a este tipo de edificações", sublinhando que, "a concepção global e os detalhes cuidadosamente estudados proporcionam um ambiente de harmonia e de equilíbrio, tanto na percepção exterior do edifício, como no ambiente interior".
O prémio foi atribuído aos intervenientes na concretização do terminal, nomeadamente ao dono da obra, a ANA - Aeroportos de Portugal, ao arquitecto responsável pelo projecto, João Carlos Ferreira, ao engenheiro de estruturas Tiago Abecassis (TALPROJECTO) e ao construtor da estrutura metálica, a Martifer, Construções Metalomecânicas.
Quanto à ficha técnica e pormenores desta obra consultei a Wikipédia e o Jornal Construir

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Desejo a todos um bom fim de semana, beijos e abraços.

18.5.09

O pescador de ilusões






Há dias tristes
Que passam devagar
Há almas que sonham
Sem acordar

Sorriso escondido
Esperança adiada
E tu que não chegas
De madrugada

Gaivota que voa
Rompendo o luar
De mansinho devagar

Abre um sorriso
Nessa alma apertada
E sonha, sonha, até acordar

Antonio Gallobar

Para quem como eu acha que a música é uma boa companhia, aqui vão musicas dos bons velhos tempos...



10.000 MÚSICAS ENTRE 1904 E 2008
com videos Youtube apartir de 1935



...Cliquem sobre : .....

http://www.planetarei.com.br/100anos/index.htm




Depois disto apenas, resta dizer duas coisinhas, espero que gostem e, é por estas e por outras que a internet vale a pena.

Guardem este endereço que me chegou hoje de um amigo e que hoje mesmo partilho com todos vós.




WONDERFUL, WHAT MEMORIES !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Beijos e Abraços para todos e divirtam-se com os videos

12.5.09


O DIREITO À DIGNIDADE DAS CRIANÇAS




É urgente e muito preciso, de vez em quando ir apanhar um pouco de ar, para não enlouquecer, neste mundo meio louco, para que não se deixe nunca de ter a capacidade de sonhar, para que a vida faça sentido.



Há dois dias que ando a pensar no que aconteceu uma vez mais aos meninos da Casa Pia, tem a ver com uma noticia que saiu nos jornais 24 horas e Sol, (dois meninos um de oito outro de dez anos violados), em resultado disso postei no novo blog um pequeno texto sobre isso, mas este assunto precisa de ser discutido daí voltar neste blog ao tema é um assunto abrangente diria quase transversal agradecendo os vossos comentários, pois este assunto incomodame muito e acho que está longe de estar encerrado e deve preocupar toda a sociedade pois as nossas crianças estão à mercê de autenticos predadores e podem em qualquer momento serem vitimas sendo abusadas sexualmente.


Isto dava tema para um livro, mas não me sinto com vontade, hoje apenas me apetece denunciar esta vergonha uma vez mais.

É apenas o que me apetece neste momento.


Um abraço para todos e olhem pelos vossos filhos, e acrescento então como sugere e muito bem Delirius "protejam as nossas crianças".

O que dizem os amigos:

Maria Emília disse...
Olá António,

Grande verdade. Para conseguir continuar é preciso nunca deixar de ser um pouco criança e encontrar a criança que existe dentro de nós.

A propósito de crianças abusadas escrevi o livro "As bruxas da Serra da Foia", história verídica de uma menina que foi violada aos 4 anos. Assunto sempre revoltante, este livro destina-se a apoiar todos os que passaram por tal provação.Um grande abraço,

Maria Emília
12 de Maio de 2009 15:47


Alvaro Oliveira disse...
Amigo Antóni...

Uma posragem deveras interessante.Um alerta tão necessário e eles nunca são demais.

Parabéns pelo post.

Um abraço amigo

Alvaro Oliveira
12 de Maio de 2009 17:12


Francisco disse...
António.

Às vezes me pergunto sobre o que leva um ser humano(?) a abusar de uma criança.E é um problema mundial. Acontece em países ricos e pobres.Só resta mesmo olhar pelos nossos filhos...e rezar!

Um abraço.
12 de Maio de 2009 19:33


Adriana Godoy disse...


Esse é um assunto que me faz cada vez mais desacreditar um pouco. Não sei o que leva uma pessoas a fazer isso. Tanta crueldade no mundo. É triste,

Gallobar.Beijo.
12 de Maio de 2009 22:39


Delirius disse...


Este assunto incomóda-me profundamente. Nunca serei a pessoa certa para o discutir serenamente e racionalmente. É sabido que esta chaga da sociedade existe desde sempre. Perdoa-me o atrevimento da sugestão, António, mas..., em vez de "olhem pelos vossos filhos" eu diria "protejam as nossas crianças". Há tantas crueldades para além da sexual. Todos deveriamos estar muito atentos a uma outra, que tantas vezes nos passa despercebida, até debaixo do nosso próprio tecto..., é a "CRUELDADE MENTAL"!...Parece uma coisa insignificante, não é?! Pois..., também essa provoca danos irreparáveis. E também dessa estão as nossas crianças da Casa Pia a sofrer, depois de terem sido sujeitas à exposição pública dos seus segredos mais humilhantes, de terem até sido acusados de mentirosos!

Ai, António, isto ultrapassa a minha capacidade de entendimento. Volto a dizer-te, não sei falar deste assunto. Só consigo senti-lo.

E o ruído insuportavel que ele faz dentro do meu peito!

Abraço, amigo!
13 de Maio de 2009 0:41

Delirius disse...


Opsss...

António, hoje apanhaste-me em dia de coração derretido, fiquei de lagrimita no olho... hummm...!Beijo, amigo!
13 de Maio de 2009 12:33


Mariz disse...
SALVÉ!

Vim em visita de médica - que não sou - para agradecer a sua passagem pelo meu blog e o facto de o seguir.Quanto ao seu post, sinto-o como ninguém.Nunca deixei de me ver e sentir como se criança ainda fosse - resguardando alguma pureza de sentimentos e certas reacções espontâneas, que, através do olhar de muitos seria impensável alguém fazer ou dizer certas coisas...mas isso também se revela pela ausência de medos do que "os outros possam pensar e dizer". É esse constrangimento que mata a ingenuidade do Ser.

Deixo um gesto de criança...agarrada á cabeça, porque essa roda, pôs-me tonta...srsr.

Sempre..MAriz
13 de Maio de 2009 14:15

Christiane Forcinito Ashlay Silva de Oliveira disse...
Olá Antônio

É a primeira vez que entro em seu blog. Muito bom texto e percebo como isso lhe afetou. Sou do Brasil. Filósofa, mãe de 3 meninas, escritora, porém ainda estou começando... eternamente estudante...O ser humano biológicamente é animal, a mulher biológicamente vai atrás do homem mais forte, isto é, é interesseira... O homem biológicamente é bruto, possessivo, deseja poder, propriedade e mata, qualquer semelhança com isso é biologia...

Observe nossa sociedade,há muita seres mais biológicos que pensantes... Infelizmente!Nem podemos dizer que estamos entre os primitivos!!!! Pois os primitivos tinham noção de sagrado e até as tribos tinham suas mitologias na qual o sexo era sagrado também, as mulheres eram divinizadas, as crianças respeitadas... Bem há uma diversidade na mitologia... Isso também dá um livro!Acredito que o problema está no "sentido" das pessoas. Hoje ninguém mais sabe o que realmente é. Estão tão preocupadas no "ter", no que vão falar que acabam perdendo o foco principal de suas próprias vidas...Há muito que pensar... Temos que ensinar as pessoas a pensar e principalmente as crianças de hoje para construir um futuro no pensar...

Foi um prazer. Tenho 5 blogs todos voltados à filosofia, sob 5 focos diferentes.

Me visite.

Christiane. :)

Isabel José António disse...


Querido Amigo António,

Parabéns por lembrar sempre este tema, que nunca é demais lembrar.Como se pode imaginar que, mesmo com personalidades desviadas, os predadores não sejam sensíveis à enorme violência física e psicológica que provocam nas crianças de quem abusam?Só a castração química podedrá resolver este problema e alterando-se a jurisdição que envolve esta problemática.No caso da Casa Pia, ainda vamos ter (sem surpresa) os jovens condenados por se colocarem "de rabo paea o ar" à disposição dos seus abusadores... Quem sabe... Se calhar só o Carlos Silvino é que será condenado (neste momento o elo mais fraco.

Um grande abraço para si.

José António

Mariazita disse...


Olá, António

Ontem fui à cabeleireira, e presenciei uma cena, ao mesmo tempo adorável e preocupante.

Estava lá uma senhora com uma menine de três anos, linda e simpática. Outra senhora, desconhecida da menina, estendeu-lhe a mão e disse: vamos dar um passeio?A menina, de imediato, agarrou na mão da senhora, e seguiu-a para fora do estabelecimento.Toda a gente disse: A! que amor, que coisa linda, etc. etc...

Eu não me contive e disse: muito lindo, sim, mas altamente perigoso.Todos concordaram.O primeiro passo para evitar futuros desgostos é incutir no espírito da criança que nunca deve seguir desconhecidos (nem aceitar nada que lhe ofereçam).Sei que não evita cmpletamente, mas é UM primeiro passo, dos muitos que é necessário dar.Desculpa ter-me alongado tanto, mas este assunto mexe muito comigo.Tudo que envolva crianças faz-me perder a cabeça.

Bom fim de semana.

BeijinhosMariazita
15 de Maio de 2009 11:40

António Gallobar disse...


Obrigado a todos pelos vossos extraordinários comentários, de uma forma geral todos compreendem para para se alterar a situação actual temos que estar vigilantes e este ultimo comentario da Mariazita é bem ilustrativo de quão permissivos somos relativamente às nossas crianças e quanto mais a Sociedade falar disto melhor. Esta é uma das armas que nós temos para chamar a atenção e por isso não vamos nos calar nunca.

Beijos e abraços para todos

10.5.09





Ao cair da tarde


Caminhamos juntinhos
lado a lado na vida
pensando
em nós e no futuro
como irá ser
nos filhos que onde vir
no nosso entardecer
na paixão que nos guia
no dia de hoje
como será o de amanhã
nos sonhos adiados
que julgamos passados.
Instala-se a duvida
como irá ser?
respiro fundo
renovo a esperança
sinto-me criança
espera!
cada dia é um dia
um passo de cada vez
Dá-me tua mão vem
ainda há tempo para viver

António Gallobar

6.5.09


Por ti darei a vida
António Gallobar

Tantos e bons anos a lado a lado
Partilhando uma quimera escondida
Fortalece este amor, até à morte
por ti mostro o peito e dou a vida

Sei de cor o teu cheiro, os teus gostos
o que dizes o que sentes, sabes bem o que eu digo
Conheço de cor os teus sonhos e anseios
um cúmplice olhar basta, para me entender contigo

O amor é assim, simples e puro
é como o ar fresco que respiro
o meu sol, que me alumia no escuro

E por essa luz encantada me deixarei guiar
passo a passo até ao meu último suspiro
dar-te-ei um beijo, e me deixarei afogar

2.5.09

A tua ausência...
Por vezes,
só daremos valor a quem temos ao nosso lado,
quando nos faltar,
e quando esse dia chegar pode ser tarde.
O amor é como um jardim tem que ser tratado todos os dias!





A tua ausência (Um)

Acordei atordoado, sem rumo na noite fria
senti um desconforto na alma, ingratidão
a porta aberta esperando quem disse que vinha
e me deixou na mais completa solidão

De soslaio acordo lentamente os sentidos
a ver a sombra que sobre mim se esbate.
Desperto alvoraçado, qual açoite
que me faz bater o peito a rebate

Fui cego acreditei no que dizias
quando juraste amor eterno
tonto não vi que me mentias

Vou abrir as gelosias da alma
deixar entrar a luz, acabar com este inferno
em que vi a vida se tornar, e ver se acalma


A tua ausência (dois)

Quando a vida que me resta regressar
será que vou finalmente compreender
que o passado bem quieto vai ficar
com medo de voltar a tropeçar e deixar-se adormecer

Deixar que a noite caia inteira num torpor
que será de mim alma descrente
dou por mim pensando que perdi o teu amor
E no que devia ter feito de diferente

E pergunto, será isto que mereço?
a noite e a cama fria, respondem com secura
expio assim meus pecados e endoideço

Do teu corpo a luxúria que não esqueço
noites de prazer e de loucura
entrevado, exangue de vida, adormeço.







Desejo um bom Domingo para todos
António Gallobar

30.4.09


Dia da Mãe

3 de Maio (Próximo Domingo)
É obrigatório oferecer-lhe uma flor,
ela vai ficar muito feliz.
Mãe

De tudo o que há no mundo de mais certo
é contigo que eu conto, sempre que a mão me fugir
És um oásis, água fresca no deserto
se a solidão na minha vida teimar em não partir

Só mesmo tu minha mãe, que me carregaste no ventre
Sonhaste-me e imaginaste como eu haveria de ser
me carregas ao colo e me fazes sentir gente
secas as minhas lágrimas, e eu me volto a erguer


Meu Anjo da Guarda, quando o mundo desaba
por mim perdes o sono, por mim velas
o teu beijo acalma angustias e a minha dor acaba

Contigo sei que o futuro me sorri
o teu sorriso acalma as estrelas
querida mãe mil beijos, são poucos para ti.

António Gallobar

25.4.09

Convido todos os amigos deste maravilhoso espaço e que comigo partilham emoções e gostam de cultura, se tiverem tempo passarem pelo meu novo Blogue



Onde poderão encontrar alguns textos meus, assim como o manifesto da Terra/mensagem de Seattle vídeos com documentários designados por Zeitgeist (muito polémicos sobre o onze de Setembro etc).

Existe no blog um link, para a biblioteca Publica do Brasil onde poderão encontrar completamente grátis 199 livros da Literatura Portuguesa e Brasileira, (copiem esse linK pois é fantastico todos estes livros são completamente grátis).

Este espaço foi criado também a pensar nos melhores trabalhos dos meus amigos, para muito breve.

Tudo boas razões, para terem um bom Domingo com muita leitura.

Beijos e abraços para todos


António Gallobar

21.4.09









O Professor “Rézinhas” e o 25 de Abril





Ontem reencontrei um meu amigo dos tempos de escola e esse encontro reavivou memórias desses tempos e porque a conversa tinha algo a ver com o próximo feriado nacional acabamos falando sobre o 25 de abril, dando algum sentido à frase “Onde é que estavas no 25 de Abril de 1974?”.

Pergunto à minha memória, onde é que estavas?

Faz trinta e cinco anos, o tempo passa rápido… e por vezes nem sentimos. Tínhamos treze ou catorze anos de idade, quando aconteceu esse dia que mudou as nossas vidas e a de muita gente, depois de tantos e tantos anos de sofrimento de guerras de perseguições políticas finalmente chegara o dia por que tantos esperavam e que iria mudar a face de Portugal aos olhos de todo o mundo, sem se perderem vidas humanas (ou quase…) apenas com uma vontade férrea de alguns para mudar o que parecia imutável há meio século.

Um dia igual a tantos outros, como o de hoje, um belo dia de primavera, lembro por volta das 11h30m da manhã entrou na sala com os cabelos brancos em pé, dirigindo-se à professora que dava a aula de Educação Visual, segredando algo inaudível. Todos naquela turma conhecíamos bem quem era aquele professor que acabara de entrar que com ar grave nos disse para irmos todos para casa, que não haveria mais aulas naquele dia, tinha havido uma revolução.

Excelente, fantástico exclamaram num reboliço na sala a maioria, os mais curiosos acercaram-se dele junto à secretaria onde se sentavam os professores para darem as aulas e foram perguntando o que era isso de uma revolução, enquanto a maioria já corria pelos corredores em grande algazarra, gritando não há aulas, não há aulas.

Voltando-se para os presentes e com voz embargada e visivelmente emocionado apenas nos disse que tinha acabado a “mordaça” acrescentando uns segundos depois, que apartir dali iríamos ser livres… acrescentando com vos baixa e tremula “Se Deus quiser…”

Agitação crescente em redor dos dois professores. A professora de Educação visual mantinha o rosto austero e de grande desagrado perante as explicações do colega aos alunos dizendo que não seria bem assim, visivelmente incomodada com o “à-vontade” com que falávamos com ele e ele connosco principalmente sobre um tema tabu proibidíssimo nos tempos que corriam e não compreendia como era possível que o colega se permitia a essas explicações vaticinando sem o esconder, que ele se iria dar mal e que já tinha idade para ter juízo, pegando na bolsa num rompante abandonou a sala saindo a vociferar, ele pouco incomodado com a colega encolheu os ombros e foi acrescentando naquela aula improvisada sobre a Liberdade, coisa que não sabíamos muito bem o que era.

Mas nós não éramos livres? Questionavam-se alguns de nós em surdina.

- Depois vos explico! A partir de hoje jamais será como até aqui… nasceu um novo dia, uma nova mentalidade que fará com que todos possamos dizer o que sentimos sem medos e receios de irmos parar á prisão.

O velho professor foi dizendo entre outras coisas que, “Liberdade é responsabilidade” e que a “minha Liberdade acaba, quando começa a dos outros”, e que muitos se sacrificaram para que aquele dia finalmente pudesse acontecer.

Foi mais uma grande lição daquele grande mestre que jamais poderei esquecer. Professor de uma disciplina que ninguém gostava, odiada até mas que era na época a cadeira mais fantástica que poderia ter e porquê?

Entre outra coisa que lembro este senhor tinha uma estranha forma de leccionar, ensinava os alunos a copiar mas dizia que, o poderíamos fazer desde que ele não visse, mas nos dias dos pontos ficava normalmente sentado lendo ou preparando a aula seguinte, impondo silêncio para que não nos distraíssemos e copiássemos bem, dizia que enquanto preparávamos as cábulas estávamos a aprender, passávamos horas e horas a fazer “copianços” longos e extensos, usávamos a criatividade, a fama dele era grande o que fazia com que não fosse muito bem visto pelos seus colegas que não achavam grande graça ao método, achávamos aquele professor fantástico e era mesmo! É o único de quem me lembro o nome e foi o único professor que tive com quem aprendi mesmo matemática o resto são conversas.

Com isto do professor Rézinhas, quase esqueci de falar no 25 de Abril e que para haver Liberdade, é preciso quebrar algumas regras e ele quebrou-as e com êxito, ainda o lembro passados todos estes anos, é fantástico. Liberdade com responsabilidade... como ele muito bem dizia!

António Gallobar




O que dizem os meus amigos:

Delirius disse...

Pois é António, a "Liberdade"...., que quererá realmente dizer Liberdade?!...
Penso que a maioria de nós, ou não soube aprender ou não nos souberam ensinar...Que pena
:((A mim, que vivi intensamente o espirito de Abril, faz-me muita pena mesmo!
Fantástico esse teu professor!:-)))
Beijo, amigo.
21 de Abril de 2009 15:56

Pico minha ilha disse...
Não sei onde estava não, também 6 anos, lembrar, como.
Abraço
21 de Abril de 2009 16:00
Deusa Odoyá disse...

Olá meu novo amigo.
vim através do blog do Alvaro Oliveira.
Sua entrda está muito linda.Prabéns...
Realmente meu amigo, não saberei lhe dizer aonde eu estava nessa data, ainda mais passado muito tempo.
A memória as vezes falha.kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Mas foi bom conhecer seu blog,
voltarei amis vezes.
Muita paz , luz e amor em seus caminhos.
Aguardo sua visita ao me cantinho.
Beijinhos doces, meu amigo.
Regina Coeli.
21 de Abril de 2009 17:28

sedemiuqse disse...

Gracias por la visita ahora vengo y traduzco
besos y amorje
21 de Abril de 2009 17:59

Izinha disse...
Encontrei vc no blog do Álvaro e tomei a liberdade de te fazer uma visitinha,
espero q não se importe.sim...
"liberdade com responsabilidade"...é tudo.bjos!
21 de Abril de 2009 18:40

Francisco disse...
António.
Gostaria de fazer uma correção.
O visitante não era o General Salazar,
e sim o Presidente Francisco Craveiro Lopes.
Foi em 1964, ano em que ele morreu e que começou por aqui a Revolução que durou 25 anos.
Outro abraço.
21 de Abril de 2009 20:58

NEGROPOETA disse...

Eu penso que liberdade tem mais haver com poder
(em todos os sentidos, pois se vc pode vc é livre.
Abçs.
21 de Abril de 2009 23:19

CPDL disse...
Excelentes palavras.
Os meus sinceros parabéns.Renato
21 de Abril de 2009 23:29

Ana Martins disse...

Olá,cheguei até aqui através do blog de Alvaro Oliveira.
Mais um 25 de Abril está chegando, mas nas memórias de cada um, (daqueles que o viveram à 35 anos), ficam as recordações, os medos, e a euforia desse dia.Eu por ex. estava na Guiné-Bissau com os meus pais e irmãos, o meu pai era 1ºSargento da Força Aérea Portuguesa, e posso-lhe dizer que foi um dia em que vivemos um verdadeiro pesadelo, felizmente que tudo acabou bem.
Parabéns pelo texto, acaba por ser uma linda homenagem ao seu professor.
Belas recordações!
Beijinhos,
Ana Martins
22 de Abril de 2009 0:06
Francisco disse...
Amigo António.Me desculpa mais uma vez. Entendi o teu texto como referencia a Revolução dos Cravos (25/04/74). A confusão que fiz, foi no email anterior (mandei 2), falando no General Salazar, quando o correto seria o Presidente Craveiro Lopes.
Um abraço.
22 de Abril de 2009 15:13

Caro Amigo António Gallobar,
Muito interessante este post sobre um professor que, já antes do 25 de Abril, praticava de facto a liberdade.Também me aconteceu a mim, pois tive como professor de Contabilidade o Dr. Carlos Carvalhas, naquela altura jovem e com poucos mais anos que os alunos.
A liberdade é uma outra designação para livre arbítrio e só termina quando começa a liberdade do outro. O que deve imperar na prática da liberdade é a ÉTICA.
Um grande abraço para si.
Parabéns pelo texto do post.
Um abraço
José António
22 de Abril de 2009 15:24
Adriana Godoy disse...

Um texto que inspira.
É bom que haja pessoas como ele.
Beijos.
22 de Abril de 2009 19:51

O Profeta disse...

Pois é amigo a tua escrita merece um livro...
Abraço
23 de Abril de 2009 16:07

JC disse...

Obrigado por ter passado no meu blog.
Quanto ao 25 de Abril, nessa altura tabém eu andava no actual 6º ano, a noção que tinhamos do que se passava na altura era muito restrita.Mas que este dia vei abrir a Portugal novas fronteiras e novas mentalidades é verdade.
Concordo inteiramente com a expressão "liberdadecom responsabilidade".
Voltarei
Um abraço
23 de Abril de 2009 18:26

Deus nos deu a escrita para expressarmos o pensamento,que manifesta o sentimento, que é a expressão da alma.
Meus parabéns pelo seu escrito.
Lindo tema,Imagem perfeita!!!
Grata pela visita carinhosa.Beijinho
Glória
Seu cantinho é um mimo.Passo a segui-lo.
23 de Abril de 2009 18:35

António,
Admiro pessoas como o professor Rezinhas.
Admiro mais ainda quem recorda com saudade de pessoas assim.O diferente, faz a diferença!Beijo.
Rebeca-
23 de Abril de 2009 21:25

Super foto:)
23 de Abril de 2009 21:55

Alvaro Oliveira disse...

Olá amigo António.
Antes de mais as minhas desculpasporque por lapso não havia registado como seu seguidor.
Relativamente a este texto,só tive conhecimento do caso, eram 10,00 da manhã e estava já no escritório havia uma hora.
Fiquei algo perplexo e com alguma dúvida relativamente ao futuro.
Quanto à liberdade, 35 anos depois, eu deixo uma interrogação. Será que alguém teve o cuidado deensinar aos portugueses o que era a liberdade?
E que tipo de liberdade foi alcançada?
Não será de reflectir, olhando asituação caótica que o país vive?
Não me alongo mais, pois estou a ocupar-lhe longo espaço.
Um forte abraço, do sempre amigo
Alvaro Oliveira
23 de Abril de 2009 22:17

Maria Emília disse...

Vi o que escreveu sobre a passagem secreta no blog da Dona Poesia e resolvi espreitar.
Ainda não fui ver porque estive a ler a homenagem que fez ao seu professor. De certo o marcou. de forma positiva que, começando por falar na revolução dos cravos acabou por falar da maneira como ele ensinava a liberdade.
Não posso ficar agora a ver os vídeos mas voltarei com tempo para o fazer porque fiquei muito interessada.
Um abraço,
Maria Emília
23 de Abril de 2009 23:00

Flor de Lótus disse...

Bom dia António.
Agradecendo a ilustre visita,deixando o meus carinho registrado no seu blogg.
"O mais importante para o homem é crer em si mesmo. Sem esta confiança em seus recursos, em sua inteligência, em sua energia, ninguém alcança o triunfo a que aspira."
SEMPRE!
BOM DIA.
24 de Abril de 2009 13:16

Bom lembrar este dia!
Boa iniciativa!
Obrigada por deixar sorrisos sábios no Arco-íris!
Eu não tenho andado por aqui pq o PC não deixa, rs
Cada vez que faço um link, congela, e tenho que reiniciar!
Carpe diem!
Beijinhos
Lília
24 de Abril de 2009 13:28
António Gallobar
Meus cumprimentos a você pela belíssima postagem em referencia ao 25 DE ABRIL
Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de estado militar[1] que derrubou, num só dia, sem grande resistência das forças leais ao governo - que cederam perante a revolta das forças armadas - o regime político que vigorava em Portugal desde 1926. O levantamento, também conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).
Efigênia Coutinho
Luísa disse...

Em nome de Abril, hoje podemos falar, escrever, sentir a liberdade!Não sei se tão livremente como desejado, mas vamos falando!Em nome de Abril, há um olhardeperto que expira a sua opinião para a blogosfera e alimenta a vontade de escrever,escrever,escrever!Um nome de Abril, psso agradecer a visita ao olhardeperto e deixar um beijinho terno!
Serás sempre benvindo!
25 de Abril de 2009 16:15

diana disse...
Caro Antonio,
sono venuta a leger un pò di te, ciò che l' anima tua esprime. bellissimo scritto sul 25 aprile '74. negli anni della formazione per un ragazzo. Il porogallo l' ho sempre conosciuto come un Paese che sta bene, ma sono nata dopo. quanto dolore, miseria, sofferenza per il tuo Portogallo per tanti anni, ma sei stato testimone della liberazione! per noi il 25 aprile è la liberazione dalla seconda guerra mondiale, dal fascismo, anche per voi, ma trent' anni dopo. che l' uomo non dimentichi mai! luminosa e felice giornata a te e ai tuoi cari in questo 1° maggio
1 de Maio de 2009 15:03

17.4.09

O amplexo da alma...





Risos de alma solitária
Que se levantam na noite escura
Escárnio do infortúnio
Que emudeces minha alma
Afasta-te de mim com brandura
Adormece a dor que perdura
E todo o resto se acalma

Fecha os olhos, deixa a alma
Qual pássaro cruzando montes
Livre sobrevoando horizontes
Mandando seguir em frente
Vá lá, deixa o passado lá atrás
Cheira a mofo certamente
Afinal já tanto faz

Descansa o corpo haja paz
Tudo não passará de uma ilusão
Abre as janelas, emudece os ais
Sente a brisa que passa e bate
O amplexo da alma se esbate
É urgente dizer sim
Em vez de dizer sempre não

Cala o corpo e a razão
Sente a vida que não deixa de correr
É um rio que transborda
Ziguezagueante até ao mar
Acalma a dor ele irá lá chegar
E no final tudo se acalma
É preciso continuar a viver

Sei que a tua alma sangra, mas não será o fim...




António Gallobar

15.4.09

A doce melodia da natureza













A doce melodia da natureza




Correm breves as ribeiras, por entre vales e montes
Nascem da terra as flores que enfeitam horizontes
Espraiam-se pelas colinas num suave ondular
num tapete bem verdinho que se estende até ao mar



Enche-se de esperança a vida, que se renova sem par
ouvem-se as passarinhos voando num eterno chilrear
borboletas namorando as flores do meu jardim
o suave perfume que inebria a minha alma sem fim



Ouvem-se as andorinhas, que acabam de chegar
regressam a casa, que desde sempre as espera
É primavera, num eterno enramalhetar.



Corre suave uma brisa, que me deixa meio tonto
sinto os aromas da vida, que corre lesta atrevida
que não pede licença a ninguém, chega e pronto















António Gallobar


14.4.09







Não vale adiar mais
Chegou a hora de partir


Leva na alma o sonho a esperança
Sonhar com um porto seguro
Levando sonhos de criança
Adiados recalcados
Chega!
É hora de partir ou vais continuar a adiar
Vai,
O vento sopra de feição
É preciso dizer não,
Parte sem hesitar
Parte à descoberta sozinho,
Iça a vela, enche o peito
Deixa tudo, larga os teus aliados
Que te prendem pela mão
A tua vida é um barco preso ao cais
E tu ficas ou vais
Larga as amarras as frustrações
Os projectos adiados
Aproveita o vento que sopra
Sente esse espírito aventureiro
Que está dentro do teu sangue
Irá levar-te adiante
Num passo pequeno mas grande
Vamos
Faz o trouxa, ruma a norte
Iça a vela num instante


Não vale adiar mais
Chegou a hora de partir




António Gallobar

9.4.09






...saudades de ti






Vazio na minha existência perdida
vento que me varreste a alma
numa tempestade de emoções

me deixaste atordoada
quase sem vida vi
que me fugias
fiquei atordoada
dependente e viciada em ti
sem vontade própria
num vazio atroz
numa cama prostrada.

E dúvidas tens?
E ainda perguntas!


Claro que tenho saudades...
do tempo e do momento,
sim tenho saudades...
esqueces que prometes-te vir não vieste...

Tu és a minha insónia
vai-te não quero mais saber
nem de ti,
nem do teu corpo
do teu sorriso
da tua mão
do teu olhar
Não quero nada de nada
farta de acordar de madrugada
gelada...
acabou a angustia
acabou a espera
Chegou o tempo de parar
chegou o tempo de pensar em mim

Será assim?
será que não te sinto "alma minha"
deste barco à deriva
sem saber o que fazer

a tua ausência doi-me
a tua ausencia mata-me

tudo é triste sem te ter
mas será que eu ainda quero

Pressinto que não vens
continuar à espera?
ouvindo risos e desdéns
Quem vai rir no fim
quem irá sentir saudades?

perguntem ao vento
ele responderá...


Vou partir!
Já não te sinto,
não te sinto perto
por isso não te espero
e nen sei se ainda quero!






António Gallobar



Nota:
A inspiração vem de onde menos se espera. Há dias li um texto que falava de saudades e solidão, (por lapso meu de momento não me ocorre o nome da autora), (... melhor assim), esse belo texto me deixou a pensar no que se sofre quando se é abandonado ou trocado por alguém e tal como prometi aqui lhe deixo o poema integral, esperando que a vida se encarregue de sarar as feridas.




Votos de uma Santa Pascoa
para todos,
crentes e não crentes...
com muita paz e sobretudo muito amor









6.4.09




Ás vezes é preciso
correr atrás dum sonho,
duma ideia descabida
mergulhar
sem medos e receios (in) justificados
mas nunca,
nunca deixar de tentar
as victórias mais saborosas
são as que dão luta!

4.4.09




A vida que se foi.



Devagar vi a vida que se foi
exangue sem forças resignei
a vida acabou perdendo vigor
uma sombra do que fui, fiquei

Lentamente vi que de mim te afastas
da minha vida do meu ser
renovar a esperança do que era, para quê?
perco a esperança, jamais te irei ter…

E nesta loucura me deito
sonhando na vida que parte
desiludido e desfeito

Mas, ainda sofro, e desespero
ver-te fechar a porta e partir
sem dizer quanto te quero



António Gallobar





3.4.09











As flores da Páscoa

Há uns dias atrás, fui dar um passeio até às minhas origens, o prazer de reencontrar velhos lugares, as pessoas há muito que desapareceram permanecendo apenas dentro do peito e pouco mais… mas as pedras estão lá, as nossas raízes continuam intactas, olhar para os miúdos e tentar perceber de que família são se serão ou não filhos de algum primo afastado, torna-se um exercício inglório apenas restando enfim, caminhar pelos caminhos íngremes de forma quase anónimo não fora o acaso de ter encontrado a Dª Glórinha que de longe me reconheceu como o menino António filho da Maria… depois de lhe contar as novas da Maria propôs-me continuar, mas tal só foi possível após lhe prometer que antes de ir embora passaria lá por casa para levar um garrafãozinho que dizia ser muito bom e o pãozinho que eu tanto gosto de broa de milho feita em casa.
Voltei ao passeio, esquecendo rapidamente o encontro, procurei no bolso uns óculos sol escuros de preferência e partir na peregrinação aos locais sagrados, sentir a frescura da manhã, o cantar das aves que alegremente me acompanharam naquela alegre caminhada, até o toque do martelo do ferreiro há muito se calou me pareceu de repente ouvir ao voltar numa vereda, permanecia bem audível dentro da minha cabeça aquele som batendo na bigorna com o som se prolongando até nova batida, afinal era apenas ilusão. Parti novamente á descoberta pelos campos, por entre pinheiros, penedos e através dos muitos carreiros de cabras, descer e voltar subir até ao ponto mais alto, desta vez sem ver viva alma e subir ao velhinho Castelo que lá permanece como símbolo de resistência encerrando lendas maravilhosas que minha avó me contara, à lareira à luz do candeeiro de petróleo, ainda não havia naquele tempo luz eléctrica, sentado no perguiceiro as ouvia embevecido e muito admirado com as histórias das moiras encantadas que lá permaneciam ainda.
Do Castelo poder olhar em redor e ver que muito pouco mudou, apesar deste mundo se encontrar em constantes alterações é muito bom sentir que o nosso canto permanece quase que parado no tempo. Olhar lá de cima e reconhecer os cantos mais longínquos e ver até onde a vista alcança até se perder para lá dos montes.
Com a máquina fotográfica ao peito para poder registar, não resisti a fazer algumas fotos, que hoje resolvi partilhar com todos vocês. De todas as fotografias as Glicínias, despertaram em mim um turbilhão de emoções que me trouxeram sensações maravilhosas, lembranças esquecidas, que de repente me vieram à cabeça quando ao voltar da esquina me fui deparando com elas, singelas mas muito belas estes flores, dependuradas nas sebes, nos muros dos caminhos, um
pouco por todo o lado espalhando magia e encanto,
e foi sem surpresa que acabei sendo assaltado pelas lembranças daquele lugar maravilhoso onde
outrora corri atrás de sonhos e aventuras, e me devolveram pessoas e tempo há muito esquecidas. O cheiro da terra, mas foi sobretudo as fragrâncias destas flores que fizeram despertar esses sentimentos, aquelas recordações que moram no fundo da nossa memória e que despertaram de forma quase inconsciente, sentindo o aroma da saudade, da aldeia natal, da “nossa” terra, num colorido exuberante e único.
Vêm tudo à cabeça as memórias da infância, quando era um menino e ia passar as férias da Pascoa à casa da minha avó a Celorico de Basto, ao ver tão bela explosão de cor e de vida não quis deixar de partilhar isso com todos vocês. Para mim estas belas flores nunca serão Glicínias onde ser sempre as minhas “flores da Pascoa”.

António Gallobar

1.4.09



ALMA MINHA AQUI ME ENCONTRO
Antonio Gallobar


Perdido nesta noite de breu
Nas brumas e no luar escondido
Sôfrego e exausto a morrer
Perdido na multidão
Imensidão dos dias
Perdido sem te ver
Cansado por esperar o sinal que não vem
Abri as minhas asas
Levantei voo e voei…

Tenho saudades do tempo
Em que bebi sôfrego a ternura dos teus lábios
Do teu mel
da tua alma apaixonada
Afinal o que sabes?
é pouco mais que nada
na montanha dos dias vazios
desta vida solitária
onde os dias se arrastam
e o sonho me acompanha nesta duvida
do que quero do que sou
do quero afinal
descansa alma perturbada
afinal, já bebi da ternura dos teus beijos
Posso morrer, pouco importa

30.3.09


Eis-me aqui!
Contra tudo e contra todos,
muitos quiseram derrubar-me!
Mas, resisti…
Com custo
Com dor
Com sofrimento,
Continuarei de pé
Enquanto Deus quiser
E o vento me deixar.
Não, ainda não vou cair já
Escusam de esfregar as mãos de contentes
sei que estou moribundo
mas continuarei de pé
sou um osso duro de roer
Quero e vou continuar viver
Contra tudo, contra todos…

António Gallobar

26.3.09



É tempo



As horas passam (lentamente)
mantendo-me acordado
neste sonho, neste tempo
vendo o sol que se vai
nesta vida que corre (fria-quente)


envolto na brisa suave (do teu mar)
(brusca-mansa), meiga
impetuosa, passa breve?
e leva o tempo
arrastado pela ave.


risca o céu dos meus sonhos
dos meus beijos, gritos e risos,
choros (e duvidas) do meu eu
do que pensamos ser e não somos
passa, adiante… (num instante)


é tempo de seguir em frente
essa duvida insiste ou persiste.
(Esquece) ela amarra a vida
Prende a alma que não voa
Faz com que avancemos presos ao passado



Deixar um rasto (uma esteira),
qual ancora presa a nada.
esgota o tempo, esgota a vida (por vir)
chegou a hora e ainda hesita
entre o ficar ou partir



Ainda há duvidas?
duvidas e mais duvidas
Levanta ancora,
sonha alto, respira fundo e avança
elas irão sempre existir




António Gallobar