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Deixem-me
 

Quero ficar em paz,
comigo.
Quero ficar quieto e calado.
Não quero falar com ninguém.
Não vos reconheço,
não reconheço este povo
a quem dizem que pertenço,
imberbe,
vencido e sem vontade própria
Que se deixou comprar
Por um misero pedaço de pão.


Hei-de sobreviver à tempestade
Mesmo só e sem vocês
Pobres pedintes, vencidos pelas dificuldades
Esquecidos de como se levanta a cabeça
E se luta…
Se conquista o direito de ser
Cidadão de corpo inteiro.


Basta de hipocrisia
de lamentos
tenho e tendes o que mereceis
Hoje acendi um vela por vós
que, tal como eu vos finasteis.





5 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

muito forte. ( e real)
abraço.

Sonhadora (RosaMaria) disse...

meu amigo

Um poema muito forte, mas também muito verdadeiro.

Um beijinho
Sonhadora

Branca disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Branca disse...

Ultimamente sinto-me tão assim...
Beijos
Branca

Maria João disse...


Haste forte é este povo
Que por fortes ventos acometido
Apenas verga sem partir
A esperança que o tem erguido.

Um abraço, António