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ESPERA


Ninguém te espera,
Vives escondido na sombra
Como predador ferido
no orgulho,
na alma

Permaneces no teu canto
Sem te verem
Sem saberem que existes,
Mas existes, eu existo!
Porque te ignoram?
Desprezam-te por isso

Cai a noite,
Lentamente…
Sentes-te louco
um pobre louco
noite após noite
dia após dia
vegetando
tudo permanece imutável
a cidade dorme
como eu?
Talvez, desiste…
Deita o corpo ao mar
para que não te vejam mais
fica longe
ficas em paz finalmente
e eu descanso por não te ver
Para quê sofrer tanto,
perguntas,
e mais perguntas sem resposta
ninguém tas dará
melhor partir
Para quê sofrer
Ao longe vês cerrarem-se as portas
portas e janelas vão tranquilos dormir
ninguém quer saber de ti
nem eu,
até eu perdi o sentir

O luar chegará frio e pálido
Beijará a tua ultima lágrima
Salgada,
Salgada e amarga
Que se desprende de ti
até as lágrimas te deixam
sem despedirem rebeldes
escorrendo,
fugindo da face
dorida...

E eu, calo-me por uma vez
e vejo aí nesse canto
sem querer saber
sem sentir
Pagarei por isso
carrego as minhas penas
Exorcizo os meus medos
Olho a luz de frente que foge
Respiro fundo triste,
sabendo-te perdido.
a brisa que corre ligeira
sei que te deixarás ir
ninguém te espera
te deixarás morrer.


António Gallobar

1 comentário:

Maria João disse...

Embora viva oculto, como o mais indesejado, existe tão só por existirmos e terá de vida o tempo em que o carregamos junto ao peito.

Não sei porquê, foi sofrimento o que li neste seu bonito poema. O sofrimento que sempre anda de braço dado com o que chamamos de felicidade.. verso e reverso da própria vida.

Um abraço, António