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Qual borboleta…

Dou comigo sentado numa pedra, perdido neste mundo
Olhando á minha volta alheio, indiferente a tudo
Vejo a vida que passou por este corpo, qual borboleta
Num voo irregular ziguezagueante e mudo

Levantei um braço, como que a dizer, vai-te embora!
Vida que me deixaste, qual sombra de mim a vegetar
O vento frio agreste me acorda e me desperta
Do torpor em que caí, neste eterno rastejar


Gritei bem alto, mas escuto apenas o meu eco
Pude então sentir como é a solidão de muita gente
Quando vê a vida lhe fugir ou a razão nos mente

Respiro fundo, tentando ver um pouco mais claro
Ver se encontro a borboleta que me foge desde então
mas, mal posso crer, acabou de pousar em minha mão.

António Gallobar

11 comentários:

Chica disse...

Lindo poema e que bom estares de volta, se bem que quando estamos em férias, gostando delas, nem queremos voltar...abração e bom retorno!chica

Paula Raposo disse...

Gostei muito de te ler neste teu regresso! Beijos.

O mar me encanta completamente... disse...

... lira encantada...belíssimo devaneio, metáforas que magnetizam teu cenário mágico, parabéns !!!
Só posso sair daqui encantada, como sempre.

beijos

AFRICA EM POESIA disse...

António
estar aqui já é bom
gostar da poesia ainda é melhor...

Deixo...

Aconchego

Poesia...
Tantas vezes...
Tão pequenina...
E que tanto...
Encerra...

....
Hoje...
....

Sem nada escrever...
Apenas a pensar...
Sinto que...
Apenas a poesia...
É o meu aconchego...

LILI LARANJO

b disse...

Ih!
Lembrei de minha avó que dizia que borboleta na mão, sinal de sorte no coração!

Isabel José António disse...

Caro e Querido Companheiro destas Lides, António,

Lindíssimo poema sobre a transformação interior e exterior que todos temos a necessidade de efectuar.

Uau! Todos os adjectivos perdem sentido.

Apenas lhe apresento os meus melhores parabéns.

José António

António Machado disse...

Olá Amigo António,

A sua veia poética está sempre cheia. Parabéns pelo lindo poema. Está fantástico.

Aviso (a brincar): Se tiver que ir tirar sangue para análises clínicas, tenha cuidado, não vão os enfermeiros encontrar a tal veia poética e retirar poemas, estrofes, sonetos e tudo mais que diga respeita à poesia, em vez de sangue.

Brincadeiras à parte, venho convidá-lo a ir ver mais umas receitas que postei no meu blogue.

Um grande abraço

António Machado

Maria João disse...

António

Contente por te ver de regresso..
Grata pelo teu comentário...
Enriquecida com o teu soneto! Linda a analogia da borboleta, pela côr, pela delicadeza e pela metamorfose. Belissimo também!

Um beijinho

Sandra disse...

Lindo Poema, meu querido ami.
Um dia desses venho buscar para fSinal de Liberdade, meu outro latânes de amos. Só assim o meu blog vai seguir erente. Já que no incio era saó para registr o meu livro. Mas nada pode para não é mesmo??

A CORAGEM E A ESPERANÇA CAMINHAM LADO A LADO.
AMIGO!
venho retribuir o seu carinho deixado em meu blog.
Como é bom ter vc. tão pertinho de mim.
Agradeço amigo, pelos eternos carinhos. As vezes agente não aceita os erros dos outros. Mas eles estão ai, para que ajudamos a compreende-los, que somos, e que são(eles)tembém seres Humanos, passíveis de erros. É muito triste saber que vc. fez uma cirurgia para retirar os parafusos que estão em seu pé e depois descobre, que um deles está lá, quebrado e precisa ser retirado.Mas, temos que aceitar e confiar agora.
Com muito carinho, agradeço a esta linda e colorosa amizade, que encontro junto de ti.
Como é bom ter vc. como meu amigo seincero e verdadeiro.
Sempre com otimismo e boas energias.
Assim, não tem quem não fica sem a ESPERANÇA, do nosso lado.
Agradeço a vc. meu grande amigo companheiro.
Um abraço muito forte.
Sandra

Alvaro Oliveira disse...

Amigo António

Tem selo para si em meu blog, ao cimo da barra lateral.

"Coração Lusitano"

Um Abraço

Alvaro

Sonia Schmorantz disse...

Um poema de doce e envolvente encanto, fez bom retorno!
Um abraço, lindo final de semana