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Não culpes o teu destino

Solitário, trilhas o teu caminho
Observando apenas
Destilando pesadas penas
Teimas em deitar as culpas ao destino.
Há momentos que pensamento é só um,
dás contigo a tentar compreender, a magicar
E, se apenas sentes muito medo em errar
Desiste, pois não irás a lado algum.
Acredita com entusiasmo
A vida não está perdida
Errar, faz parte da vida
Desperta desse marasmo
Luta, levanta essa cabeça
tens tempo de ser feliz...
Mesmo se a vida te desdiz
E hoje não te pareça!
Abre de vez
as gelosias da alma
E sorri




António Gallobar

OBRIGADO PELA VISITA !

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© António Gallobar – Todos os direitos reservados

3 comentários:

Henrique Alfonso Triviño disse...

Gostei muito deste texto amigo Antônio.
Um daqueles textos de pai para filho quando o pai percebe que o filho precisa de um “empurrão”.
Mas saiba que, os jovens da geração X vivem carentes de motivação, perderam a esperança, estão imóveis.
Achei genial o trecho do texto: “Destilando pesadas penas
Teimas em deitar as culpas ao destino.” Me lembram aqueles trechos de poemas de Carlos Drummond de Andrade que a pele dos braços fica arrepiada simplesmente pelo poder que a linguagem tem sobre nosso cérebro.

António Gallobar - Ensaios Poéticos disse...

Sim, querido amigo, precisam dum empurrão sim. Gosto de poesia que nos leve para outro patamar, que espicasse a nossa mente. A esperança levanta-se como uma bandeira branca que acena e faz ver a vida com outros olhos. Gosto mesmo muito de Carlos Drummond de Andrade é para mim é uma inspiração.

Henrique Alfonso Triviño disse...


Aqui no Brasil, existe um estilo musical que nasceu para atingir os jovens da periferia através da poesia falada com fundo musical. Chamasse Rap.
Começou com um grupo chamado “Racionais MC's” transformavam relatos da favela em literatura, é puro João Guimarães Rosa da periferia.
“Sabotage” - Cantava com vocabulário da rua mas com metáforas que pareciam Drummond.
“MV Bill” Levou o rap para dentro das escolas e favelas, são reportagem em forma de verso.
“Emicida” - O mais poeta de todos. Usa rima rica, referência de Castro Alves, Mário de Andrade. O livro "Amoras" é usado em vestibular. A música "Levanta e Anda" virou hino de sala de aula.
“Criolo” - Mistura samba, rap e poesia concreta.
“Rashid” - Professor de fato, tem projeto "Estudante Espacial". Rimas sobre ansiedade, estudo, propósito.
“Baco Exu do Blues” - Poesia de dor e amor preto, desconstrói masculinidade.
E diversos outros poetas do rap que usam a poesia como instrumento de conscientização dos jovens brasileiros que estão vivendo uma onda de marasmo intelectual.