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    Show Not Thy Face

    Show not thy face before mine eye,
    lest reason from my breast should fly.
    Let me but dream thy form in night,
    for dreams do clothe thee fair and bright.

    Who sees thee whole, unshielded, clear,
    doth lose his heart in fleeting fear.
    For eyes, the windows of the soul,
    may bind the man beyond control.

    For thee, Daria, my all away,
    through darkest night and breaking day.
    Yet show not thou thy visage fair,
    for if thou fleest, I’m left in air.

     

                                                                                     

     

    Não me mostres o teu rosto
     

    Não, não me mostres o teu rosto

    Para eu não endoidecer

    Deixa-me imaginar-te apenas

    a beleza será sempre a condizer

     

    Quem por inteiro te vê

    perde logo o coração

    os olhos são a porta da alma

    como podes dizer não

     

    Por ti “Daria”, tudo daria

    Noite dentro, madrugada

    Não me mostres o teu rosto

    Se foges fico sem nada

     

     

    Porto, 3 de abril

    António Gallobar

    (Na tradução do poema em inglês, usei uma tradução livre ao melhor estilo Shekesperiano...)
     

     

    FIM DE LINHA...


    A Propósito do dia Internacional das Mulheres...



    Antonio Gallobar



    Conteúdo partilhado com: Público
    Liberta-te das amarras e sonha uma vez na vida.

    Eis que chegam finalmente os dias de brisa suave, aqueles que passam sem se dar conta, quase anónimos; dias onde falta amor e a deixam insegura quase confundida. Olha a vida ao longe por entre o serviço interminável e apressado da esplanada onde trabalha, sentindo que a vida lhe estava a passar ao lado compulsivamente. Via os sorrisos nos rostos dos outros, quase sempre era assim, vivia sem ter tempo para si... e isso fazia-lhe uma certa confusão; saber não ter tempo para praticamente nada. Seria por distração ou teria sido porque não sentiu ainda o apelo da vida; será que por ventura esqueceu ou desconhece em absoluto como é belo e rico esses estados de alma que a vida por todos chama, ou a quase todos. Ela não tinha bem a certeza disso, via-se metida num centro comercial de sol a sol, entre a cozinha do bar e o serviço da esplanada e para si sabia não ter tempo para quase nada, muito menos parece predisposta para essas coisas de amor ou romances tal como via nas telenovelas antes de adormecer; a sua vida não seria fácil, andando constantemente preocupada, demasiadamente preocupada diria até, com as prestações da casa, com a ATL dos filhos ou com a reforma da mãe que não chegava nunca para ajudar nas contas da casa e da sua vida; para não falar no que recebe pelo trabalho que faz, esse nunca chegava para tudo que precisava, era uma luta constante; isto de ser mulher mas sobretudo uma mãe solteira tem as suas voltas.

    Naquele preciso instante longe dali, as andorinhas chegavam à sua aldeia a cada instante aos bandos, ao lugar que ela simplesmente deixou para trás. Chegavam aos magotes prenhes de saudades voando livres, cruzando ziguezagueantes os campos verdes, pelos seus campos verdes que deixou um dia. Por muito que lhe custasse ela ainda não fizera como as andorinhas que regressam sempre, alegrando cada canto cada esquina e se entregam aos prazeres da vida.

    Na cidade a nada disto se assiste, assiste-se ao desenrolar constante de pequenos-grandes dramas humanos de quem vê a vida passar-lhe ao lado, ou mede a vida pelo que vem impresso nas revistas cor-de-rosa, e olha para a própria de forma passiva quase indiferente teimando em manter uma atitude contrastante face ao corre-corre do quotidiano sem haver tempo para nada e aí permanecem indiferentes, calados e tristes vegetando numa pressa que os devora, dando a ideia de não quererem acreditar que se pode tentar ainda ser feliz aqui e ter tempo para amar, conseguir criar os filhos conforme se deseja preparando-os para a vida.

    Mas o escasso tempo livre que dispõe, vive-o à pressa sobretudo a partir do sol se pôr, depois de cuidar dos filhos e se junta por vezes aos amigos para conviver um pouco ao som de música estridente e com um copo na mão. Onde o amor se confunde na maioria dos casos com sexo. Não há tempo para nada, parece imbuída num vórtice onde tudo é demasiado voraz girando em torno de si mesma, sem haver tempo para romances; não há tempo para se pensar nisso, os filhos por si só asseguram a renovação dos tempos... dos novos tempos que onde vir, onde as pessoas haverão de encontrar tempo para olhar de novo os campos com calma e sobretudo com tempo para olhar o céu e as estrelas deleitando-se com a chegada das andorinhas. Aqui na cidade dela a cidade irá continuar igual a si mesma, sobretudo apressada e voraz, e também por isso, os que por aqui andam se quedam calados e tristes, curvando a cabeça ignorando os ciclos da vida, escondendo-se de forma absorta sob a penumbra do tempo, esse sim corre de forma inexorável fazendo de cada um de nós, meros figurantes, meros espectadores que assistem conformados.

    E assistimos indiferentes a tudo, observando mas ignorando o desenrolar da história que vemos à nossa volta, sem sentirmos já sem esperança, como se tivéssemos chegado ao fim da linha e nada mais importasse permanecendo amorfos eternamente.

    FIM DA LINHA

    Quando nada restar
    que não sejas apenas tu
    passa água pelo rosto
    e acorda para a vida
    ganha coragem
    faz o que
    tem de ser feito.

    Não te escuses com outros
    não procures desculpas
    apenas tu contas
    a vida que desperdiças
    é apenas a tua
    aproveita o tempo
    aproveita a maresia
    e o chilrear das aves
    que não tardarão aí

    Abandona a cidade
    ela não tem tempo para ti
    é urgente ter coragem,
    liberta-te hoje mesmo
    entrega-te aos teus sonhos
    e dança uma valsa
    apaixonada com a vida .

    António Gallobar 

    Saber viver

    E sem delongas o sol partirá suavemente,
    ocaso mágico, escondendo-se de nós,
    dos olhares maldizentes sem voz, 
    vem à memória, lembranças num repente.

    Nesse instante, as velhas dúvidas regressam. 
    Pudéssemos como ele, assim poder partir,
    partir,e ter a rara chance de voltar 
    pela aurora qual milagre renascer.

    Assim deveria ser a nossa vida…
    Poder fazer um “reset” e renascer. 
    Voltar ao colinho da mãe querida.
    Nova oportunidade de viver. 

    Para ser feliz e de quem rodeia 
    Será preciso evitar erros, aprender. 
    Saber viver não custa, 
    O que custa é saber viver

    31/10/2025
    António Gallobar







    Voa livre, pensa livre

    A vida não é por ventura fácil
    mais fácil será desistir, a resistir
    no caos, encontrarás o caminho
    que te fará de novo sorrir.
    Se vives momentos de incerteza
    a tua vida, não anda nem desanda
    nada conseguirás aí sentado
    caminha que a opressão não abranda.
    Talvez te sintas perdido
    Apesar das dificuldades
    acredita, não estás morto
    apenas atordoado e ferido
    Pensa, sê um homem livre, desperta
    voa sem medo vive a tua vida.
    Solta as amarras que te amordaçam
    a batalha é difícil, mas não perdida!
    7 de Outubro de 2023

    Dia de Portugal, de Camões e das comunidades Portuguesas

     Portugal eterno, pátria amada


    Portugal eterno, pátria amada
    De Guterres, Pessoa a Camões
    A tua língua se espalha pelo mundo
    A tua visão humanista guia corações
    A língua Portuguesa é bandeira
    Maltratada porém sinal de união
    Que liga os povos do mundo
    Que partilham a mesma paixão
    Portugal que partiste à aventura
    Por mares então desconhecidos
    És exemplo para as gerações futuras
    Porto de abrigo para perseguidos
    As cores da bandeira mostram a tua paixão
    verde esperança, campos de prosperidade
    Vermelho é paixão, é sangue derramado
    Das causas que acredita e nossa identidade
    E no centro da bandeira, como um sol
    o conhecimento, a inovação das descobertas
    farol para o mundo, das causas que crês
    Esperança e luz para as batalhas incertas.
    António Gallobar
    10 de Junho de 2021

    Não culpes o teu destino



    Solitário trilhas o teu caminho
    Observando apenas
    Destilando pesadas penas
    Teimas em deitar as culpas ao destino.
    Há momentos que pensamento é só um,
    dás contigo a tentar compreender, a magicar
    E se apenas sentes muito medo em errar
    Desiste, pois não irás a lado algum.
    Acredita com entusiasmo
    A vida não está perdida
    Errar, faz parte da vida
    Desperta desse marasmo
    Luta, levanta essa cabeça
    tens tempo de ser feliz...
    Mesmo se a vida te desdiz
    E hoje não te pareça!
    Abre de vez
    as gelosias da alma
    E sorri




    António Gallobar

    Por ti morro de Amores

    Meu tesouro!

    Deambulo meio perdido
    pelas ruas estreitas e calçadas
    onde me perco de amores
    pelas buganvílias nas sacadas
    Varandas e varandins
    ferro forjado, azulejos
    assim é o meu "Porto"
    que nunca poupa nos beijos
    É de ouro, é de ouro
    é de ouro!
    é de ouro...
    Pedras velhas contam histórias
    dos amores das brincadeiras
    dos namoricos às escondidas
    por detrás das trepadeiras
    É tudo ouro
    tudo ouro!
    Onde até o belo rio
    é douro...




    António Gallobar
    3 de Junho 2021

    Sentimentos dispersos
























    No teu olhar perdido me sinto
    alheio a tudo, sem nada importar
    persigo o sonho de te ver
    quiçá um dia te encontrar
    E nesse sonho me deixo cair
    do ir, não ir, ou do ficar
    lentamente acordar da letargia
    que prende o meu pensar
    E nesse sentimento
    meio obtuso
    me escuso
    Acordar devagarinho
    dizer não, pra variar
    abrir os olhos e voar


    António Gallobar
    24 de Maio de 2021

    Pára tudo

    r


    Pára o tempo, pára tudo…
    avança a penumbra dos medos…
    e tu que não vens!

    Não ouves o vento que passa
    os meus suspiros, gritos e ais!
    Apenas os silêncios ficam
    matam, magoam, nada mais

    António Gallobar

    Sob a tua sombra ao entardecer, 

    descansam corpos cansados




    Anónima tudo vês tudo observas
    ufana assistes à vida (quiçá) exagerada
    abrigas aves, refugio de namorados
    às promessas de amor, que dão em nada

    Altiva e bela sabes que hás-de morrer em pé

    calada e muda resistindo a ventos agitados
    o corpo está aqui, a mente noutro lado
    crer num novo dia sem sonhos adiados


    Garbosa e forte balanças teus braços
    faz de conta que não ouves, nada vês
    acredita no que dizem por uma vez


    Sob a tua sombra e aconchego,                                           
    descansam (os tais) corpos cansados                                  
    viver eternamente, esquecer males passados.



     António Gallobar

    ,,,Deixar que a noite caia inteira num torpor

    que será de mim alma descrente
    dou por mim pensando que perdi o teu amor
    E no que devia ter feito de diferente...


    A ausência

    A ausência...

    Acordei atordoado, sem rumo na noite fria
    senti um desconforto na alma, ingratidão
    a porta aberta esperando quem disse que vinha
    e me deixou na mais completa solidão

    De soslaio acordo lentamente os sentidos
    a ver a sombra que sobre mim se esbate.
    Desperto alvoraçado, qual açoite
    que me faz bater o peito a rebate...




    Qual borboleta…

    Dou comigo sentado numa pedra, perdido neste mundo
    Olhando à minha volta alheio, indiferente a tudo
    Vejo a vida que passou por este corpo, qual borboleta
    Num voo irregular ziguezagueante e mudo

    Levantei um braço, como que a dizer, vai-te embora!
    Vida que me deixaste, qual sombra de mim a vegetar
    O vento frio agreste me acorda e me desperta
    Do torpor em que caí, neste eterno arrastar

    Gritei alto, mas escutei apenas o meu eco
    Pude então sentir a solidão de muita gente
    Quando vê a vida lhe fugir ou a razão lhes mente

    Respiro fundo, tentando ver um pouco mais claro
    Ver se encontro a borboleta que me foge desde então
    Não posso crer, ela acabou de pousar em minha mão.

    António Gallobar

    Pago com lágrimas o preço combinado

    Sinto falta de ti, do que foste meu amor
    não sei se me deixe adormecer
    Cair num voraz, efémero e ilusório torpor
    acordo a cada instante, me faz enlouquecer

    No meio do medo, dessa tempestade sem te ver
    mora o receio que a tua porta cerrada não se abra
    fico vigilante, segurando a luz até amanhecer
    para que o teu sorriso não tropece em nada

    E velando assim a tua noite, o sol irá surgir resplandescente
    e eu mesmo triste, manter-me-ei acordado
    Nada dizes nem precisas, 
    pago com lágrimas o preço combinado

    Contarei as onda que chegam à minha praia
    cada gesto de agrado teu me fará viver
    tudo o resto pouco monta
    vivo lutando para que possa acontecer


    Maio 2011
    António Gallobar

    O que pensamos ser


    Envolto na brisa suave

    mansa, meiga impetuosa
    passa o tempo arrastado 
    riscando o céu pelo voo da ave

    Marca no céu dos meus sonhos

    dos meus beijos e loucuras
    choros e gritos do meu eu
    do que pensamos ser e não somos



    Na Curva da Estrada

    Esperei que voltasses
    Na curva da estrada
    No leito vazio
    no meio do nada

    Era já tarde
    e a chuva caía
    e tu que não vinhas
    minha alma sofria

    Mas, quando então
    algo aconteceu
    um raio de luz
    na noite de breu

    eras finalmente tu
    no teu rosto um sorriso lindo
    que se abria para mim
    apertei-te nos meus braços sorrindo

    Afinal valeu a pena esperar
    na curva da vida
    acabei por te ver
    acabei por te encontrar