Saudades do que não tive
Alimento a minha alma de poeta
Saudades do que não tive
Sonhando no amor que
não fizemos
Acordo aflito noite adentro
A pensar no que
dissemos
Loucura, sim é uma loucura
e assim vamos vivendo esta
vida
Daria tudo por ti, com doçura,
Não és loucura, nem quimera
perdida
E no meio desta
incerteza
Um dia ainda hás-de
ser
A ave que voa livre
Fazendo meu peito bater
António Gallobar
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8 comentários:
Wonderful, congratulations ny friend Gallobar
Que belo poema, cheio de sentimento. Lindo como sempre. Adotei
Que poema tan encantador y hermoso! Desde Galicia te mando un beso, mi poeta. Maravilloso, me ha encantado, me fascina
Alicia Páez
Thank you my friend
Obrigada Rute, há muito tempo que não passavas por cá, gosto de te ver.
Neste maravilhoso poema você deixou de ser Florbela Espanca para ser Vinicius de Moraes “mas que seja eterno enquanto dure”.
Considero a melhor estrofe do poema:
“ E no meio desta incerteza
Um dia ainda hás-de ser
A ave que voa livre”
Apesar que o título é perfeito para um livro. “ Saudades do que não tive”
Agora que falou nisso querido amigo: "Saudades do que não tive" são os sonhos que ficam pelo caminho. Concordo e fico a pensar no Vinicios de moraes...
FIDELIDADE
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinício de Moraes)
Vinícius de Moraes, assim é que é... peço desculpa pelo lapso.
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