Saudade
O que pensamos ser
Envolto na brisa suave
mansa, meiga impetuosa
passa o tempo arrastado
riscando o céu pelo voo da ave
Marca no céu dos meus sonhos
dos meus beijos e loucuras
choros e gritos do meu eu
do que pensamos ser e não somos
O meu lugar
Dá-me a tua mão e vem
sentir o sal do meu mar na tua boca,
serei o ombro o teu abrigo
eclipse solar
um terramoto
serei o que procuras
para os teus dias do avesso
contigo recuperarei as forças da batalha
embalado pela doce paixão
louco e cego adormeço
Não te perderei de vista
Sentindo falta de ti e do que foste meu amordeixo o meu corpo finalmente adormecer
Cai voraz num efémero e ilusório torpor
Que acorda a todo instante e faz enlouquecer
No meio do medo dessa tempestade sem te ver
mora o receio que a tua porta cerrada não se abra
fico vigilante, segurando a luz até o dia amanhecer
o teu caminho e o teu sorriso não tropece em nada
E velando assim a tua noite, sei que o sol finalmente irá surgir
sinto que há muito fugiste, mas manter-me-ei acordado
Nada dizes, não precisas, pago com lágrimas o preço combinado
Contarei as onda do mar que chegam á minha praia
Cada sorriso conta, cada gesto de agrado teu me fará viver
Aguardo o momento em que voltarás para mim, acontecer
António Gallobar
A ausencia...
Acordei atordoado, sem rumo na noite fria
senti um desconforto na alma, ingratidão
a porta aberta esperando quem disse que vinha
e me deixou na mais completa solidão
De soslaio acordo lentamente os sentidos
a ver a sombra que sobre mim se esbate.
Desperto alvoraçado, qual açoite
que me faz bater o peito a rebate...
O meu lugar
Dá-me a tua mão e vem
sentir o sal do meu mar
na tua boca,
serei o ombro
o teu abrigo
eclipse solar
um terramoto quiçá
serei o que procuras
para os teus dias do avesso
contigo,
sim contigo
hei de recuperarei as forças
estarei pronto pra batalha
embalado pelo teu sabor doce
pelo doce sabor da paixão
louco e cego
adormeço

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