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O meu lugar

Dá-me a tua mão e vem
sentir o sal do meu mar na tua boca,
serei o ombro o teu abrigo
eclipse solar
um terramoto
serei o que procuras
para os teus dias do avesso
contigo recuperarei as forças da batalha
embalado pela doce paixão
louco e cego adormeço
Nada mais para além de ti, verei
Perder-me-ei para sempre de amor
pelo teu doce perfume
por esse olhar
vou entrar nesse teu mundo
que me trespassa
e me mata de desejo
que me toca no fundo do meu ser
e me obriga eternamente a te amar…
depois de ver a luz
ainda existe duvidas
hesitando entre o ir ou o ficar
Entre o céu ou o inferno
é tudo o que preciso
encontrei o meu lugar
Partir sem ti, nunca
se és a chama que ilumina
a minha vida
a estrada que me leva mais longe
se sem ti nada sou
não valho nada...
se és tu a loucura
que me deixa atordoado
sem norte
és o meu passaporte
A porta que se abre sorridente
A janela que rasga e me abre os horizontes
O ar que respiro
Fresco e calmo
Onde me acalmo
e tudo faz novamente sentido
E olho com ternura o teu rosto calmo
Tão puro que me atrai e me fascina
Vejo um sorriso de criança
No teu olhar de menina
Sei que és tudo o que preciso
Jamais deixarei de te amar
Na calma do teu sorriso
encontrei o meu lugar
o mundo parou quando te vi
no dia em que cruzaste o meu caminho
e cego de amor, desatino e desalinho
juntos sorriremos vendo o sol se pôr
saboreando o momento, sentindo que soube escolher
A pessoa por quem dou a vida e se preciso for, morrer.
António Gallobar
Dedico este pequeno poema à minha querida esposa que me atura… sem esquecer os amigos que incondicionalmente me apoiam.
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