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Eis-me aqui!
Contra tudo e contra todos,
muitos quiseram derrubar-me!
Mas, resisti…
Com custo
Com dor
Com sofrimento,
Continuarei de pé
Enquanto Deus quiser
E o vento me deixar.
Não, ainda não vou cair já
Escusam de esfregar as mãos de contentes
sei que estou moribundo
mas continuarei de pé
sou um osso duro de roer
Quero e vou continuar viver
Contra tudo, contra todos…

António Gallobar


É tempo



As horas passam (lentamente)
mantendo-me acordado
neste sonho, neste tempo
vendo o sol que se vai
nesta vida que corre (fria-quente)


envolto na brisa suave (do teu mar)
(brusca-mansa), meiga
impetuosa, passa breve?
e leva o tempo
arrastado pela ave.


risca o céu dos meus sonhos
dos meus beijos, gritos e risos,
choros (e duvidas) do meu eu
do que pensamos ser e não somos
passa, adiante… (num instante)


é tempo de seguir em frente
essa duvida insiste ou persiste.
(Esquece) ela amarra a vida
Prende a alma que não voa
Faz com que avancemos presos ao passado



Deixar um rasto (uma esteira),
qual ancora presa a nada.
esgota o tempo, esgota a vida (por vir)
chegou a hora e ainda hesita
entre o ficar ou partir



Ainda há duvidas?
duvidas e mais duvidas
Levanta ancora,
sonha alto, respira fundo e avança
elas irão sempre existir




António Gallobar

Porto minha cidade




























Oh cidade luz mater
onde encontro o meu destino
na tua imponência e majestade
o teu destino imagino
tuas pedras carregadas de historia
me fascina
invicta cidade leal
nobre de alma e carácter
de gente moldada
pelos dias difíceis
nas tuas ruelas me perco
em cada canto em cada esquina



Cidade do trabalho e dos poetas
dos operários dos artistas
onde o sonho de ser mais
de ser melhor
Jamais se perde
em cada dia
e faz jus
ao que por ti sinto

Porto minha cidade...


De gente que dá tudo tem para agradar
recebe todos no seu seio
no seu encanto sem par
terra única
terra de Gallobar












Coimbra tem muito encanto...


Saudades muitas
e ainda não parti
desta cidade onde cresci
a velha capa não voltarei a usar
a não ser no dia do regresso
que a colocarei p’ra cantar
o teu fado o teu destino
Oh Coimbra dos amores
ficas aqui me esperando
prometo jamais te esquecer
virei cá de vez em quando
Oh penedo da Saudade
Oh quantos beijos roubados
ilusões da madrugada
e das muitas noites mal dormidas
saudades das raparigas…
das cervejas e muito fado
Saudades e mais Saudades…

Corre, corre ó Mondego
lava a minha alma que sofre
leva as minhas mágoas p’ra longe
acaba com este degredo.
Ser positivo com a vida


Quando chegas devagar
Triste sem nada dizer
E te sentas sem falar
Deve estar mesmo a doer

Mas há uma receita secreta
Para fazer zarpar a dor
Duas mãos e um sorriso
E muitos beijinhos de amor

E nesse fugaz momento
Meia guerra está vencida
O teu sorriso voltará
dando assim sentido à vida

(levanta a cabeça...)
lágrimas são como sal
não convém exagerar
demais acabam por fazer mal

(... levanta a cabeça)
nada de medos de errar
o futuro está mesmo aí á tua frente
já cansadinho de esperar

António Gallobar


Aproveitando a vida

Nada melhor que um entardecer calmo e tranquilo, com algum exercício à mistura, mas sobretudo se acompanhado para se poder conversar de forma descontraída. Ás vezes nestes momentos de descontracção surgem grandes ideias.

Para mim é uma receita mágica que faz muito bem à vida e que lhe dá todo o sentido.

Já chega de angustias de crises económicas, de andar sisudo... sobretudo sorrir, sim precisamos mesmo de sorrir.

Comecem hoje mesmo a fazer isto, e aproveitem bem a vida não a desperdicem... é que na maioria das vezes damos tanta importância a questões materiais que quase nos esquecemos do mais importante, viver.


Beijos e abraços

Ao cair da tarde


Caminhamos lado a lado
Pensando no futuro como irá ser
nos filhos que onde vir
no nosso entardecer
na paixão que nos guia
no dia de hoje
no de amanhã
nos sonhos adiados
que julgamos passados
instala-se a duvida
como irá ser?
respiro fundo
renovo a esperança
sinto-me criança
espera!
cada dia é um dia
um passo de cada vez
Dá-me tua mão
ainda há tempo para viver


António Gallobar