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O que pensamos ser


Envolto na brisa suave
mansa, meiga impetuosa
passa o tempo arrastado
riscando o céu pelo voo da ave

Marca no céu dos meus sonhos
dos meus beijos e loucuras
choros e gritos do meu eu
do que pensamos ser e não somos


António Gallobar



PALAVRAS PROFUNDAS?????.....

Ditas ao vento de que valem?
Palavras, palavras apenas e só palavras...
As que tocam o coração isso sim
passam a fazer parte de nós.
Palavras, palavras simples quanto bastem
Adjectivos da alma
quanto mais simples melhor

Não rima, não rima!!...
Alguém grita apressado
e eu
com toda a calma do mundo
bem baixinho lhe respondo
-Que interessa isso no fundo?
Já fazem parte de mim...

Alguém grita
“de todos… “
e de repente
deixaram de ser apenas
simples palavras minhas,
mas um mote de revolução
Ponto de partida

Reformulemos então:
Palavras profundas ao vento ditas
Deixem-se de fitas
De que valem afinal
Se ninguém ouvir
Se ninguém escutar
Em que iremos ficar?

Oh suave voz melodiosa
Que me aqueces a alma
Oh suave voz
Que enobrece o meu pensamento
Que faz de mim alguém
Neste mundo em que ninguém
Escuta ninguém

As palavras só são certas
quando ditas no momento certo
assim mesmo sem querer
Serão o ponto mestre
A palavra que faltava
decerto

Como te atreves…
Raio de luz
que queres iluminar os meus dias
Encanto dos meus olhos
Profundeza dos infernos
Dias amargos de inverno
Olhos do mundo atento a tudo
Ninguém irá cair em desgraça
Por causa das tuas palavras
ou pelos teus lindos olhos
olhos Lindos
Aos molhos
Que interessam afinal
Se não rima e não faz mal…
Alivio?
sim sinto-me aliviado
nestes dias em que o stress
Que nos faz mal
Que nos mata
onde falta tudo,
sobretudo coragem
Para voltar a trás e apagar
o que está mal,
o que mesmo sem rimar
Pode a diferença fazer
e alguma indiferença vencer
E pôr tudo
Mas sobretudo
a nossa triste vida… A rimar.
Que esta voz, se apague...
que o silêncio volte,
E nos ensine
se nos devemos calar!...

Antonio Gallobar
ALMA MINHA AQUI ME ENCONTRO

Perdido nesta noite
Nas brumas escondido
Sôfrego e exausto a morrer
Perdido na imensidão
Perdido sem te ver
Abri as minhas asas
Levantei voo e voei…

Já bebi da ternura dos teus beijos
Posso morrer
Pouco importa


António Gallobar